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Absorvente interno é a opção mais higiênica para a mulher

Atualizado em: 22/04/2013

absorvente

 Muita gente acredita que, ao usar o banheiro público, basta lavar as mãos depois. Mas, como explicou o infectologista Caio Rosenthal, a higienização das mãos antes também é importante para se proteger e evitar infecções, tanto mulheres como também os homens. Porém, no caso das mulheres, que precisam sentar no vaso, os cuidados são ainda maiores – é sempre importante passar um papel em volta e forrar a superfície.

Além disso, como as mulheres ficam menstruadas, a higienização das mãos se torna ainda mais necessária. Em relação aos tipos de absorventes, o ginecologista José Bento explicou que o interno é muito mais higiênico porque não tem contato com a região genital e não fricciona a vagina, além de oferecer muito mais conforto e mobilidade à mulher. Porém, no Brasil, o absorvente interno não é o mais usado, como mostrou a enquete feita no site do Bem Estar, em que 88% disseram que preferem o externo.

Em relação às infecções, o ginecologista explicou que as chances são mínimas, desde que a mulher lave as mãos para realizar a troca do absorvente.

A engenheira química Maria Márcia Salles alertou também que é raro a mulher ter alergia já que o produto é feito de um material que não altera o PH. Porém, a recomendação é de que ele seja trocado com frequência e de que, na hora de dormir, ele não seja utilizado.

A engenheira falou também sobre o sabonete íntimo, que também deve ter o PH neutro para não afetar a flora vaginal. Vale lembrar, no entanto, que o sabonete não deve ser usado internamente e apenas externamente – o excesso de limpeza pode acabar retirando a proteção natural da vagina e, com isso, favorecer a proliferação de bactérias.

Para a mulher que tem algum tipo de corrimento ou ardor na região vaginal, há a opção do protetor de calcinha – mas somente nesse caso porque, sem esses sintomas, o produto pode aumentar a temperatura do local e favorecer o surgimento de bactérias.

De qualquer maneira, o ginecologista José Bento alertou que a mulher que tem corrimento deve se preocupar primeiro em mudar seus hábitos, inclusive em relação ao uso da calcinha. A dica é optar sempre pela de algodão e não pela sintética.

Na hora de dormir, no entanto, a recomendação é evitar a calcinha. Quanto mais a mulher deixar a região arejada, menor a chance de contaminação.

Isso porque, dessa maneira, a temperatura na região íntima não aumenta e, por isso, não há risco de proliferação de bactérias causadoras de infecção.

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