Vida e Saúde

Cerca de 200 mil brasileiros sofrem com Parkinson

Atualizado em: 11/04/2016

Pilates para idosos

Uma doença degenerativa, que atinge o sistema nervoso central e sem cura. Pessoas com Mal de Parkinson sofrem diariamente com os transtornos causados pela doença, que incluem tremor, bradcinesia (diminuição dos movimentos) e rigidez. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial acima dos 65 anos tem a doença e, no Brasil, acredita-se que 200 mil pessoas sofram com o problema. Como forma de alerta, nesta segunda (11) é comemorado o Dia Mundial da Conscientização da Doença de Parkinson.

 

De acordo com o neurologista do Hapvida Saúde, Rafael Camelo, não se sabe exatamente a causa do Parkinson, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais estejam relacionados ao desenvolvimento da doença. No entanto, o especialista esclarece que a idade é o único fator de risco definitivo para o aparecimento do Mal de Parkinson. Por causa disso, não há como prevenir o aparecimento da doença, mas a adoção de hábitos saudáveis pode retardar o aparecimento e gravidade dos sintomas.
Com o passar dos anos, os neurônios – independente da pessoa – sofrem por degeneração e morte. Porém, em quem tem a doença, os neurônios da Substância Negra (responsável pela produção de dopamina no cérebro) são os mais atingidos. “Esses neurônios sofrem degeneração e morte precoce, o que provoca uma deficiência desse neurotransmissor e ocasiona os sintomas”, explica Rafael Camelo.

Por ser uma doença que não tem cura, o tratamento multidisciplinar com medicamentos, fisioterapia, fonoterapia, psicoterapia e acompanhamento nutricional são fundamentais para garantir a qualidade de vida e diminuir os sintomas. O tratamento cirúrgico também é uma alternativa, como afirma o especialista. “Ele visa à destruição ou estimulação contínua de estruturas cerebrais específicas e profundas, relacionadas com o desenvolvimento dos sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, esclarece o neurologista.

Dentre as possibilidades de tratamentos não medicamentosos, se destacam os exercícios físicos responsáveis por estimular a reeducação neuromotora e auxiliar na regulação hormonal desses pacientes. Neste aspecto, o Pilates pode ser um grande aliado no tratamento.

A filosofia e o repertório de exercícios do método propiciam um ambiente enriquecedor e a possibilidade de um programa adequado para o tratamento do mal de Parkinson, tendo como foco principal minimizar as desordens motoras e os desequilíbrios causados pela doença, melhorando a marcha, o equilíbrio e principalmente ajudando a modular o tônus muscular. “Uma vez que os movimentos do Pilates seguem princípios como precisão e controle, eles podem fazer uma enorme diferença para pessoas com a doença de Parkinson, pois os sintomas podem ser retardados e até mesmo controlados”, explica a fisioterapeuta Rossana Vasconcelos, da clínica Equilibra.

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