Vida e Saúde

​Alergias alimentares podem levar à morte

Atualizado em: 24/05/2016

Woman checking food labelling

As alergias são mais comuns do que se imagina, e, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 35% dos brasileiros possuem algum tipo de reação alérgica, inclusive aos alimentos, que é uma das mais comuns. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma norma exigindo dos fabricantes da indústria alimentícia que o rótulo dos produtos indique a presença de compostos alérgenos. Isso oferece ao consumidor a possibilidade de saber o que, de fato, está sendo consumido e previne reações alimentares que, inclusive, podem levar à morte.
As empresas têm o prazo de 12 meses, que se encerra em julho, para se adequar à resolução e, enquanto isso não acontece, é preciso redobrar a atenção para evitar a ingestão de algum alimento que possa prejudicar o organismo. De acordo com a nutricionista do Hapvida Saúde, Iraci Sabino, é necessário sempre fazer a leitura dos rótulos. “Os rótulos alimentares podem não ser tão claros e, por isso, é importante que as pessoas façam sempre essa leitura, tanto dos alimentos como de outros produtos industrializados, como os de higiene e cosméticos, pois esses produtos podem conter alérgenos e é neles que mora o perigo”, afirma.
Algumas das alergias e intolerâncias alimentares mais comuns são ao glúten e ao leite que, por causa dos sintomas, muitas vezes passam despercebidas e podem ser confundidas com outras doenças. Em determinados casos, a pessoa tem diarreia, erupções cutâneas, perda de peso, inchaço, náusea e possíveis vômitos.
A nutricionista explica que no caso do leite é possível haver uma confusão e as pessoas não saberem ao certo se é uma alergia à proteína do leite (APLV) ou se é intolerância à lactose, que é quando há a falta ou diminuição na produção de lactase, enzima que é responsável por digerir a lactose. “A alergia é uma resposta exagerada ao sistema imunológico e sofre alterações ao longo do tempo, podendo desaparecer com o passar dos anos. Mas o mesmo não acontece com a intolerância, que normalmente surge na infância e permanece na fase adulta”, afirma.
Sendo mais comum em crianças, fica mais difícil para os pais controlarem a ingestão de certos alimentos, quando o filho já está em idade escolar. Uma boa opção são as escolas que produzem as refeições dos alunos dentro da escola, assim é possível informar as alergias e evitar completamente a contaminação. “Além de não permitirmos a entradas de alimentos vindo de fora, todas as refeições são feitas na nossa cozinha e elaborado por um nutricionista. No caso de crianças alérgicas, o prato é identificado com o nome do aluno para que não aja reações, além da cozinha ser preparada para evitar que alimentos sejam contaminados por outros, como lactose ou glúten”, explica Nicolle Nery, diretora da Prime’s Cool.

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Imagem: Reprodução

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