Turismo e Cultura

Roteiro de férias: agente de viagens ajudam podem te ajudar

Atualizado em: 06/05/2016

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Quando se pensa em férias ou feriado, a primeira coisa que vem à mente é viajar. Seja dentro ou fora do país, muitos gostam de conhecer novos lugares, culturas e costumes. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mais de 100 milhões de brasileiros viajaram de avião em 2015, mas, embora o número de viajantes seja alto, muitos ficam perdidos na hora de organizar toda a programação.

É aí que entram os agentes de viagem, profissionais capacitados para melhor entender a necessidade do cliente e, a partir disso, montar o pacote ideal de viagem. Mas essa função vem passando por transformações, e quem pensa que é a crise se engana. Segundo a Diretora Comercial da Mirella Turismo, Adriana Accioly, a internet oferece muitas opções e promoções, e, muitas vezes, os clientes já chegam com um roteiro definido, mas nem sempre é uma boa escolha.

“Hoje o desafio é grande. A internet empoderou as pessoas, e nós, como consultores de viagem, temos que ter conhecimento para auxiliá-las na melhor escolha de custo-benefício. Lembro de um caso em que o cliente comprou pela internet uma passagem promocional para Barcelona, porém, ele não notou que, no seu voo, tinha uma conexão em Doha (Catar). Ele não pode embarcar porque não tirou o visto, e, mesmo se tivesse embarcado, seria muito tempo para chegar a seu destino”, comenta.

Ao mesmo tempo em que as ofertas via sites se multiplicam e ganham espaço entre os viajantes, os serviços falhos acabam levando os clientes às agências, por terem a segurança do serviço que será entregue. “Um pós-venda ruim, falta de assistência para alterações de qualquer componente da viagem e nenhuma assessoria nos vistos são apenas alguns dos relatos. Quando passam por isso, muitos descobrem que, se comprarem no seu agente de viagem qualificado, o valor sai quase o mesmo e se tem uma consultoria personalizada”, explica a diretora comercial.

Embora o crescimento das ofertas pela internet seja o maior desafio no momento, a situação econômico atual também vem influenciando nas viagens. De acordo com dados do Ministério do Turismo, em março, apenas 17% dos brasileiros tem intenção de viajar nos próximos seis meses. “Tenho certeza que a retração no mercado não só atingiu o setor turístico como outros setores da economia. Mas o importante é a não estagnação”, fala Adriana Accioly, que destaca que, ao contrário do que muitos pensam, destinos nacionais nem sempre são mais vantajosos que os internacionais.

“Por incrível que pareça, viajar pelo Brasil ainda não está tão mais barato que viajar para o exterior. O custo de hotéis, restaurantes e serviços, hoje em dia, está globalizado. Um show na Broadway, em Nova York, equivale, a um bom show de teatro em São Paulo, por exemplo. Mas uma vantagem em voos domésticos é a possibilidade de utilização de milhas e pagar apenas pelos pacotes terrestres. E um mercado que cresce também são as viagens de cruzeiro. Com um custo relativamente baixo, o viajante tem grandes deslocamentos e pode desfrutar a bordo de uma gastronomia premiada, shows… Aproveitando o tempo que seria gasto com voos longo.”

E Adriana não desanima. “Quanto mais pararmos para discutir a crise econômica, mais ela irá nos afetar. Nós não somos a crise, nós estamos nela. O desafio agora, no meu ponto de vista, é focar em como conquistar mais clientes, manter o nosso cadastro de clientes ativos, cada vez mais se profissionalizar e, com isso, fornecer um bom atendimento e consultoria de viagens”, finaliza.

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