Trabalho

Mulheres, mães e pilotas: conheça duas cearenses com histórias inspiradoras

Atualizado em: 12/03/2016

jw2015-800x500

Mulheres, mães e pilotas. São as coisas que Lívia Marinho e Juliana Braga têm em comum. Elas alcançaram respeito em uma atividade que, por muito tempo, foi dominada pelo universo masculino.  A rotina de trabalho e vida das policiais da Ciopaer é incomum a muitos, mas nada diferente de muitas mulheres que conciliam responsabilidades.

1-800x500

jw1571_trip-juliana-braga

 

Juliana Braga: única mulher tripulantes operacional da Ciopaer (Foto: José Wagner/Governo do Ceará/Divulgação)

A rotina de trabalho e vida das policiais da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), vinculada da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), é incomum a muitos, mas nada diferente de muitas mulheres que têm de conciliar as responsabilidades de casa, família e do ofício.

Lívia Marinho de Carvalho Galvão, de 32 anos, é tenente da Polícia Militar e a única mulher a comandar um voo das forças de segurança do Estado, coordenando os mais de 100 botões e todo o aparato tecnológico que uma dessas aeronaves carregam. Junto com a equipe formada pela maioria do sexo masculino, a única missão que lhe diferencia é a de ser mãe.

“Ser mãe é desempenhar uma outra atividade que também merece dedicação 24 horas. É muito gratificante ser mãe. É a realização de muitas mulheres. E ainda tenho de dar conta das outras coisas. Uma hora estou pilotando, daqui a pouco estou verificando a temperatura da bebê, depois voltamos para ver as documentações do trabalho, mais tarde tenho que organizar minha casa e fazer as compras do mês”, conta.

Juliana Braga, de 31 anos, é mais um exemplo de garra e resistência. Depois de um longo e rigoroso treinamento, ela foi a única mulher a receber o cargo de tripulante operacional da Ciopaer. Das 60 pessoas inscritas, apenas 23 agentes da segurança pública concluíram o curso.

Ela veste seu macacão com a missão de resgatar, salvar e ser vigilante em suas operações; as ações aéreas de policiamento. Mas para chegar até onde está, além de muita dedicação, foi preciso esforço para quebrar alguns paradigmas.

“Não costumo usar a palavra preconceito, mas acho que ainda há uma desconfiança. Muitas das vezes, somos olhadas com uma certa desconfiança, principalmente, com atividades que requerem esforço físico – como é o caso da minha função de tripulante operacional. Porém, aos poucos, provamos que nossa coragem supera qualquer barreira de gênero”, pontua.

Às mulheres, a policial civil deixou um recado, destacando a importância de seguir o seu caminho de forma plena e original. “Acredite sempre na sua capacidade. Busque os seus sonhos. Faça sempre o que lhe satisfaz e o que lhe faz se sentir bem. Seja cuidando dos filhos e da casa ou saindo de casa para uma missão policial. Se isso realmente te realiza, ótimo. Filtre qualquer preconceito, desconfiança ou maldade, porque sei que somos todas cobradas e busque o seu caminho. Qualquer dor, ela é passageira, mas a glória fica. A glória é eterna”, encerrou emocionada.

jw1866-800x500  jw1997-800x500

jw2025-800x500

 

Fonte: Tribuna do Ceará

Trabalho