Título Mulher de Fato

Em Novembro, o título Mulher de Fato vai para MALALA!

Atualizado em: 05/11/2014

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Hoje ainda é um dia muito especial porque a pessoa mais fascinante do mundo e que considero uma referência para a vida, recebeu um prêmio que a fará ser lembrada para sempre.

E o gostinho é ainda mais especial ao lembrar que Malala Yousafzai, co-ganhadora do prêmio Nobel da Paz ao lado de Kailash Satyarthi, é uma menina de 17 anos.

Ano passado, após ler por cima as reportagens sobre a luta de Malala, li a sua autobiografia. Se por cima, eu a olhava como mais uma pessoa lutando pelos seus direitos no mundo, após ler o seu livro, não só entendi toda a questão que envolveu o seu ataque, mas passei a admirar não só a sua causa, mas a própria Malala.

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O Nobel da Paz foi criado para pessoas que se destacaram em manter a paz entre as nações e que lutam pelos direitos de todos e esse ano ela teve a honra de receber esse que talvez seja o prêmio mais importante de todo o mundo.

Em 2014, estamos vivendo uma onde de ataques de violência e ódio entre pessoas com ideologias diferentes, acompanhadas de cenas grotescas como decaptação de cidadãos inocentes em nome de um ‘Deus’, de certa forma o mundo está voltando para trás.

E de certa forma, esse prêmio ser entregue para Malala, enquanto ela ainda é uma jovem mulher lutando pelos direitos de milhares é mais do que uma conquista, é uma vitória de todos. O mundo pode estar ficando louco, mas ainda há pessoas que reconhecem os esforços de uma vida melhor para todos, inclusive para meninas que moram sob regimes comandados por grupos como o Talibã e tantos outros.

Parece que a cada ano que passa, a medida que vamos tomando consciência de que nossas ações tem impacto, alguns campos regridem ao invés de evoluírem.

Emma Watson deu um discurso emocionante há algumas semanas sobre a diferença mesmo nos dias de do papel da mulher na sociedade e houve quem discordou dela,  levantando como desculpas as mesmas baboseiras de sempre.

Quando falamos em direitos iguais em uma rodinha de amigos, geralmente a primeira questão levantada pela bancada masculina é:  ‘Ah, mas sendo assim a mulher vai ter que pagar o mesmo que o homem na entrada das baladas!’

Desculpe o linguajar mas d**** o desconto em baladas ou ter que trocar pneu ou pagar a conta do restaurante.

Direito iguais para ambos os sexos é promover para meninas como Malala, o direito a estudar. O direito a dizerem que não querem estudar, porque não querem, não porque a sociedade em que vivem acha isso inútil para elas ou que elas ‘não tem o intelecto para isso’.

Mas elas são só desculpas, porque a realidade é muito maior que isso.
E a Comissão do Nobel foi ainda mais além. Talvez para tentar de alguma forma mostrar para a sociedade que somos um só, o co-ganhador do prêmio Kailash Satyarthi, que também defende o direito de todas as crianças a educação e desde a década de 80 já conseguiu ajudar mais de 80 mil crianças, é indiano.

Para quem não sabe, há um grande desacordo entre paquistaneses e indianos, e entregar um prêmio que abraça essas duas nações foi de uma genialidade INACREDITÁVEL!!

Podemos não conhecer metade da lista de profissionais escolhidos essa semana nas mais diversas áreas exatas. Podemos não ter lido nenhum livro do Patrick Modiano, ganhador do prêmio Nobel de Literatura desse ano.

Mas não podemos, e não devemos deixar de nos interessar pela luta de pessoas como Malala e Kailash. Elas são importantes demais para se encerrarem com uma pesquisa no Google o rosto da pessoa.

E eu posso não saber quem foi o ganhador do prêmio nos últimos 5 anos, mas sempre vou me lembrar que Malala, a menina que combateu um regime do terror para estudar, ganhou em 2014 aos 17 anos.

E aí vem a grande questão: O que estamos fazendo da nossa vida mesmo?

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Fonte:cafécomblablabla

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