Título Mulher de Fato

Nossa Mulher de Fato de Abril é a Dra.ELisa Orth

Atualizado em: 15/04/2016

Dra.Elisa Orth

 

 

Nossa Mulher de Fato de Abril é a Dra.ELisa Orth, cientista do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná – UFPR. Especialista em agrotóxicos, ela foi eleita uma das 15 jovens pesquisadoras de maior potencial no mundo.

 

Elisa foi escolhida por sua pesquisa sobre agrotóxicos – ela busca encontrar maneiras de eliminar as substâncias nocivas usadas no cultivo de alimentos por outras mais seguras. “Resolvi estudar esse assunto porque era uma maneira de tentar resolver um dos problemas do Brasil, que é o uso desenfreado de agrotóxicos”, conta. “Acho que é uma forma de retribuir ao país todos os anos de educação pública de qualidade que tive na universidade.” Atualmente, ela e sua equipe estudam maneiras de destruir os pesticidas tóxicos dos alimentos utilizando nanocatalisadores, que atuam como enzimas artificiais, o que tornaria os alimentos mais saudáveis sem diminuição da qualidade.

Filha de uma bióloga e um agrônomo, Elisa sempre soube que queria ser cientista: “Com 8 anos eu já acompanhava os experimentos do meu pai e ajudava coletar dados, adorava aquele espírito investigativo”. Foi nessa mesma época que ela conheceu o trabalho da primatóloga britânica Jane Goodall, que estudava o comportamento dos chimpanzés na África. “Ela foi a primeira mulher cientista que me fascinou. Meu sonho era morar na África e fazer o estudo que ela fazia”, conta. “Aliás, tenho até uma foto que mostra um cartaz grande do mapa da África que ficava em cima da minha cama.”

Como a maioria das pesquisadoras, Elisa já foi discriminada no ambiente acadêmico: “Tive alguns professores que não acreditavam na minha competência por ser mulher. Entendo que isso é histórico, mas tento ao máximo me impor e exigir respeito dos meus colegas.” Esse prêmio talvez seja o primeiro passo para que Elisa se torne um exemplo para meninas de 8 ou 10 anos, como um dia a primatóloga Jane Goodall foi exemplo para ela: “Espero que prêmios como esses estimulem mais meninas entrarem na ciência e perceber como pode ser fascinante.”
Fonte: Cristine Kist, que viajou para Paris a convite da Fundação L’Oréal

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A Dra. Elisa Orth, foi homenageada com um jantar na residência da Embaixadora e Representante Permanente do Brasil Junto à Unesco, Eliana Zugaib, na terça-feira (22), em Paris. Entre os convidados estavam Patrick Sabatier, diretor de Relações Institucionais e de Comunicação da L’Oréal Brasil e membros da Unesco.”

Em 2015, a pesquisadora já havia sido escolhida como uma das sete vencedoras do 10º Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC Para Mulheres na Ciência. Este ano, Elisa recebeu, em Paris, o prêmio International Rising Talents, promovido pela L’Oréal e pela Unesco. A cerimônia de gala foi realizada no Maison de la Mutualité e reconheceu o trabalho desenvolvido por 15 jovens cientistas de cinco regiões do mundo.

Em seu premiado estudo, ela busca soluções para eliminar e monitorar as substâncias nocivas usadas no cultivo de alimentos. Seu objetivo é, juntamente com sua equipe, encontrar maneiras de destruir os pesticidas tóxicos e alertar a presença deles nos alimentos através de sensores, utilizando nanocatalisadores e, desta forma, torná-los mais saudáveis e seguros, sem comprometer sua qualidade. “Há anos conheci o prêmio e sempre quis fazer parte desse grupo de cientistas reconhecidas por ele”, declarou Elisa.

Foto de Cristine Kist

Foto de Cristine Kist

Sobre a Dra.Elisa Orth
Elisa cursou a graduação, o mestrado e o doutorado em Química na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e o pós-doutorado na Universidade Federal do Paraná (UFPR).Sua pesquisa: Design de bio e nanocatalisadores para organofosforados: de enzimas artificiais a sensores.

 

Sobre o Programa Internacional
Primeiro programa dedicado a mulheres cientistas no mundo, o L’Oréal-UNESCO For Women in Science foi fundado em 1998, na firme convicção de que o mundo precisa de ciência e a ciência precisa de mulheres.
É com este propósito que todos os anos o Programa identifica, recompensa, incentiva e coloca sob os holofotes excepcionais cientistas de todos os continentes.
Duas delas inclusive foram posteriormente reconhecidas com o Prêmio Nobel: as Dras. Ada Yonath e Elizabeth Blackburn.

Ao longo dos últimos 18 anos, o Programa tem contribuído para promover avanços da presença feminina na área da Ciência, onde as mulheres ainda são sub-representadas. Anualmente, o L’Oréal-UNESCO For Women in Science premia 5 cientistas, uma de cada região do mundo (África e países Árabes, Ásia-Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte), com uma bolsa-auxílio de 100 mil dólares.

Além do programa global, todos os anos, o Programa também oferece bolsas de estudo através de premiações locais para jovens promissoras pesquisadoras em momentos cruciais de suas carreiras. Desde 1998, a Fundação L’Oréal, em parceria com a UNESCO, reconheceu mais de 2.000 mulheres em 115 países: 92 laureadas homenageadas pela excelência de suas pesquisas no programa global e 2438 Fellows, talentosas jovens mulheres que receberam bolsas-auxílio para prosseguir com seus promissores projetos de pesquisa.

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