Título Mulher de Fato

Mãe do primeiro presidente da Republica do Brasil, Rosa Maria Paulina da Fonseca é considerada heroína pelos historiadores

Atualizado em: 11/02/2014

rosa

porque incentivou a ida de seus filhos para a Guerra do Paraguai.
“Sei o que houve;talves até Deodoro mesmo esteja morto. Mas hoje é dia de gala pela vitória do Brasil; amanhã chorarei a morte dos meus filhos”. Frase de Rosa da FOnseca publicada pela revista Escrinio, onde lembra relatos de matronas romanas que sacrificaram seus filhos pela Pátria e é um modelo ideal para caracterizar a mãe do proclamador da República.
Rosa Maria Paulina de Barros Cavalcante nasceu no dia 18 de setembro de 1802, na localidade do Sítio Oiteiro, no Povoado Riacho Velho da antiga capital de Alagoas, atual município de Marechal Deodoro.

A união de Rosa Maria Paulina com o Tenente Coronel Manuel Mendes da Fonseca não era vista com bons olhos pela família Fonseca por sua origem pobre, descendente de índios e escravos. Vencendo os obstáculos da aristocracia da época, Rosa da Fonseca e Manuel Mendes casaram-se em setembro de 1824 e deram início à formação de uma das mais importantes linhagens militares do país.
Sempre se mostrando orgulhosa por ser a matriarca de uma família de importantes combatentes na guerra pela soberania brasileira, Rosa da Fonseca não deixou-se abater com a morte de três dos seus oito filhos.
Uma história ilustra a altivez dessa mulher. Dos oito filhos, seis foram para a Guerra do Paraguai. Hipólito morreu na Batalha de Itororó, Eduardo na de Curupaiti, e Affonso, o caçula, na de Curupaiti. Quando o encarregado do governo vinha comunicar o falecimento, Rosa da Fonseca declarava que dera o filho à Nação. Iluminava e embandeirava a casa para receber a solidariedade da população. Quando a sós, se fechava no quarto para chorar.
Em nenhuma obra jamais se mencionou esta abençoada mãe alagoana e os seus 8 filhos ilustres, motivo pelo qual achamos justo
e perfeito, citá-los aqui nominalmente, um por um:
1. Hermes Ernesto da Fonseca. pai do 8º Presidente da República “Hermes Rodrigues da Fonseca”. Em 1871 era coronel do
Exército e já tinha sido ferido em duas batalhas na guerra do Paraguai. Depois foi governador de Mato Grosso, e atingiu o
marechalato.
2. Manoel Deodoro da Fonseca,nosso primeiro presidente da República.
3. Marechal Severino Martino da Fonseca, Barão de Alagoas, fez toda a campanha da Guerra do Paraguai, onde chegou a ser
gravemente ferido.
4. João Severiano da Fonseca, General médico e escritor, Chefe de Medicina do Exército, e que fez toda a campanha do
Paraguai.
5. Eduardo Emiliano da Fonseca, Major, morto na Batalha de Curupaiti, comandando um grupo de voluntários.
6. Hippolito Mendes da Fonseca, Capitão, morto na passagem da ponte de itororó, na Guerra do Paraguai.
7. Affonso Aurino da Fonseca, morto também na Batalha de Curupaiti, na Guerra do Paraguai, como Alferes.
8. Pedro Paulino da Fonseca, militar reformado (muito moço). Quando quis também seguir para a Guerra do Paraguai como
voluntário, foi impedido pelos irmãos e suas esposas. Veio a ser Governador de alagoas na República.

Oito homens bravos e briosos, oito valores de alta grandeza cívica do nossso Brasil.
Uma família extraordinária que permanecerá viva em nossa história pátria, mesmo que esta praticamente tenha esquecido a
todos.
Apenas um alagoano do Lloyd Brasileiro(empresa de construção naval) ainda se lembrou dessa Mãe maravilhosa e humilde, dando o seu nome “Rosa da Fonseca” a um navio de passageiros, que por falta de trato e manutenção acabou sendo vendido.

navio rosa da fonseca 1960

Rosa da Fonseca faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1873, onde foi sepultada no cemitério de São Francisco Xavier.
Em 20 de agosto de 1979, em cerimonial fúnebre, com a presença de militares e cerca de 40 descendentes do fundador da República, Marechal Deodoro da Fonseca, foram transladados os restos mortais de Rosa da Fonseca para o túmulo monumental de Deodoro, no já citado cemitério de São Francisco Xavier.
A lápide do antigo túmulo de Rosa da Fonseca encontra-se na Casa de Deodoro, em Marechal Deodoro, para visitação pública.

Fonte:MF

Fonseca_RosaMaria

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