Empreendedorismo

Instagram é aposta de pequenos e médios varejistas para atrair público feminino

Atualizado em: 23/02/2016

Instagram

Uma vitrine ao alcance das mãos e que pode ser vista a qualquer momento. Esse tem sido o papel do Instagram para pequenos e médios varejistas voltados ao público feminino, que aproveitam o sucesso da rede social – e o impacto dos dispositivos móveis na vida dos consumidores – para impulsionar os negócios.

O presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti, diz que a quantidade de vendas iniciadas pelo Instagram vem crescendo nos últimos anos porque os pequenos e médios varejistas entenderam melhor o potencial dessa rede social. “Ela é essencialmente voltada para publicação de fotos e vídeos curtos, se tornando uma ferramenta importante para quem trabalha com catálogos de fotos. Nesse meio, se destacam os produtos voltados para o público feminino”, explica.

Apesar da desaceleração da economia brasileira, dados da consultoria E-bit mostram que a categoria moda e assessórios seguiu na liderança em volume de pedidos no comércio eletrônico durante o primeiro semestre de 2015. Para muitos, parte do sucesso do segmento tem relação com a consolidação dos dispositivos móveis (smartphones e tablets) como um forte canal de vendas. O levantamento revela que, nos primeiros seis meses do ano, 47% dos consumidores compraram, em média, quatro vezes por meio do smartphone. Cerca de 8% citaram as redes sociais como principal influenciadora no momento da compra.

Jacqueline Silva, proprietária do e-commerce de roupas e assessórios femininos LookStore, conta que, com apenas dois anos de existência, a loja cresceu cerca de 300%. Ela associa esse sucesso ao uso da rede social. “O Instagram é responsável por 80% das vendas que faço. Em dois anos, conseguimos mais de 500 mil seguidores e, atualmente, são realizados mais de 1.800 pedidos por mês, enviados para todo o Brasil, mesmo em época de crise”, afirma.

O Brasil é o segundo maior público do Instagram, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo a rede social, atualmente há cerca 29 milhões de usuários ativos no País. A própria empresa se define como um espaço para pessoas que buscam inspiração visual. Por isso, recentemente lançou um pacote de serviços para que marcas menores possam criar anúncios e campanhas publicitárias.

Luciana Cremonezi, coordenadora de planejamento e conteúdo na Infracommerce, empresa de gestão de e-commerce, acredita que o consumo a partir do Instagram é uma tendência que permanecerá. Mas, para ela, mais do que um canal de vendas, a rede social tem se mostrado um meio para gerar contato direto e franco com o consumidor final.

Diferente das grandes marcas e corporações, os pequenos e médios têm a vantagem de obter maior controle sobre o próprio perfil e sobre as mensagens enviadas pelos seguidores no Instagram ou qualquer outra rede social. Isso porque, apesar de as vendas pela internet terem dado um salto significativo nos últimos anos, uma coisa não mudou: o cliente ainda exige um bom atendimento e as redes sociais dão essa possibilidade ao pequeno e médio. Respostas rápidas fazem a diferença na hora de vender.

 

FONTE: DCI

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