Tatuagem feminina: o que você vai querer tatuar em 2018

Norte-americana torna-se primeira mulher trans a amamentar
17 de fevereiro de 2018
“GinGibre” Um drink refrescante a base de Gengibre e gim
18 de fevereiro de 2018

Tatuagem feminina: o que você vai querer tatuar em 2018

Ano passado, a tatuagem feminina foi uma ode ao girl power. Agora, em 2018, o que vamos querer tatuar?

Se em 2017 a tatuagem feminina foi uma exaltação às figuras e aos símbolos da mulheres, esse ano ela será a consolidação do poder sobre o próprio corpo. Nós mulheres estamos mais fortes e mais tatuadas do que nunca. Mais importante do que isso: nunca nos sentimos tão seguras com nosso próprio corpo.

Essa recém descoberta autoestima se reflete também na nossa escolha de tatuagens. Nos sentimos mais livres para explorar novas áreas do corpo e ir além dos desenhos considerados “femininos”. Essas são as tatuagens femininas que prometem ser as preferidas de 2018.

“Trash” tattoos

Com traços irregulares e desenhos com jeito de feitos à mão livre, as trash tattoos estão cada vez mais populares entre as mulheres. A verdade é que esse “gênero” de tatuagem transborda autonomia, tanto dos artistas independentes quanto da galera que curte o estilo imperfeito das trash tattoos.

“Eu gosto da liberdade que tenho pra me expressar dentro do trash. Ele é mais despretensioso e espontâneo” – disse a tatuadora “trash” Isabel Bichara, a @belbic. A trash tattoo tem a liberdade de criar e viver desenhada no seu conceito. Não é à toa que está sendo um dos estilos mais explorados de tatuagem feminina.

Black Work

O black work se caracteriza pelo uso apenas da tinta preta na tatuagem. Considerado durante muitos anos como um estilo bem “masculino” de se tatuar, ele agora está cada vez mais comum nas peles das mulheres. Indo contra a corrente das tatuagens super delicadas e pequenas, que reinaram anos nos corpos femininos, o black work vem sendo uma das novas preferências das mulheres.

“Tanto as mulheres quanto os homens estão cada vez mais adeptos ao black work. Vejo uma mudança muito grande de três anos para cá”, diz Pedro Gomes, o PNG, uma das referências da nova geração em referências black work, neo traditional e realismo. Segundo ele, as clientes estão com a mente mais aberta para deixar o tatuador com total liberdade criativa.

Aliás, isso abre portas para uma outra tendência para ficarmos de olho: a busca pelo artista-tatuador e sua arte autoral, antes de buscar um desenho em si. Nesse sentido, o black work tem tudo para se tornar ainda mais valorizado nos próximos anos.

O novo old school

A nova geração de tatuadores é artística e inovadora. Mas isso não quer dizer que eles desprezem o clássico, muito pelo contrário. O old school ensaia sua volta – renovadíssimo pela mão de tatuadores como Larissa Jennings.

“A tatuagem tradicional sempre me despertou interesse. Não somente por sua história, ou pela marcante combinação de cores vibrantes e traços sólidos, mas pela forma como a realidade é simplificada e pelo cunho humorístico de muitos designs.” contou Larissa. 

Nas coxas!

Antes da onda de empoderamento, era difícil ver uma mulher com as coxas tatuadas. Mas é fácil ver a mudança acontecendo. Basta iniciar uma busca por elas no Instagram ou no Pinterest para ser tomada por um mundo de inspirações.

“Até pouco tempo atrás, a gente via mulheres tatuando coisas pequenininhas no pulso, na nuca, no tornozelo. Nunca nada muito aparente. Hoje a gente vê uma confiança muito mais notável, com mulheres se curtindo mais e fazendo tatuagens para agradar a si mesmas.” – disse Isabel.

A gente não podia concordar mais. A autoestima faz com que as mulheres, finalmente, estejam seguras para exibir e adornar as próprias coxas.

“Felizmente a busca [da mulher] não é mais por tatuar lugares discretos, mas pelo contrário.” – disse Larissa.

Deu vontade de ouvir o zumbido característico da agulha o quanto antes? Aqui deu!

Mais do que desenhos, autoestima!
Mais do que desenhos, autoestima!
Denise Lemos
Diretora Executiva do Portal Mulher de Fato, CEO Up Branding Marketing Digital, CEO Startup 28Dias.

Os comentários estão encerrados.