Economia

E-commerce não basta só vender

Atualizado em: 07/11/2017

ecomerce

Com o fim do e-Sedex, quais são os impactos podem ser sentindo nos e-commerces. Procuramos entender como isso pode ser prejudicial ou benefico ao lojistas virtuais.
ecommerce-2607114_1920

Nos primeiros seis meses de 2017, as vendas online cresceram 7,5% no país, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Isso significa uma demanda maior por entregas. Ao mesmo tempo, um importante serviço, o e-Sedex, foi descontinuado pelos Correios no meio do ano. O serviço permitia o despacho expresso de produtos adquiridos pela internet com peso de até 15 kg, oferecendo uma tabela de preços diferenciada para lojas de e-commerce que o contratassem (a propósito, o e-Sedex havia sido criado para atender a esse tipo de negócio com exclusividade).

A medida trouxe impacto ao e-commerce nacional, principalmente às pequenas empresas, uma vez que o serviço dava desconto para os empreendedores nas tarifas de entrega. Assim, é praticamente inevitável aumentar o valor do frete — custo que, por sua vez, é repassado ao consumidor final, principalmente se ele morar em locais mais afastados. Os Correios argumentam que, em vez de oferecer apenas um serviço aos empresários de e-commerce, agora, todos os serviços de encomendas são destinados também a eles.

O USO DO SEDEX TRADICIONAL
De acordo com Willians Marques, diretor-geral da Tray (unidade de e-commerce da Locaweb), a tendência é que o frete fique até 30% mais alto. “O e-Sedex sempre foi de grande valia para os pequenos e-commerces, que, devido ao baixo volume de pedidos, não conseguem negociar contratos vantajosos com as transportadoras privadas. Agora, caso ainda optem pelos serviços da estatal, terão que utilizar o Sedex tradicional sem desconto.”
É o caso de Bruna Farias, dona de uma loja online de moda feminina que leva o seu nome e que teve de adotar o Sedex para fazer as entregas. “Como minha base de clientes está em São Paulo, o valor do frete para o consumidor não mudou muito”, diz ela, que mantém seu negócio em Guarulhos, município que faz divisa com a capital paulista.

Porém, coincidência ou não, ela afirma que, desde que o e-Sedex foi encerrado pelos Correios, as vendas caíram cerca de 30%. “Não sei dizer se foi por causa do fim do serviço ou, ainda, pelo efeito da crise econômica”, comenta Bruna. De qualquer forma, completa ela, o e-Sedex era bastante útil, principalmente para cobrir longas distâncias. “Nesse caso, agora, tenho que usar o PAC, que tem um preço maior. Mas o valor do frete é calculado no momento da compra, e o consumidor fica sabendo na hora. Daí, entre comprar o produto ou não, a escolha é dele.”
Concorda também com os impactos Bruno Gianelli, sócio-diretor da Betalabs, empresa especializada em sistemas de gestão e plataformas de e-commerce.

Na visão dele, a medida prejudica o comércio virtual. “É um grande impacto no setor, pois o e-Sedex era a principal alternativa para a entrega rápida de encomendas. Alguns e-commerces já estavam preparados e conseguiram se programar com antecedência, buscando alternativas”, afirma. “Porém, os pequenos e médios empreendedores não puderam fazer o mesmo. Com isso, é provável que o valor referente ao frete fique mais caro quando a entrega solicitada for de forma expressa, como o Sedex”, relata.

TRANSPORTADORAS E GESTÃO E LOGÍSTICA 
Presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Mauricio Salvador entende que, na atual circunstância, o serviço do Sedex deve ser usado somente para a entrega de produtos de alto valor agregado. “O comerciante deve, em primeiro lugar, procurar alternativas em transportadoras privadas de alcance nacional, como Jadlog, Total e Fedex, por exemplo, e negociar com transportadoras locais”, opina.

Para Carlos Alves, diretor da área de Marketplace do Magazine Luiza e vice-presidente da Associação Brasileira de Lojistas de e-Commerce (ABLEC), o encerramento do e-Sedex pode representar uma melhoria na logística das lojas virtuais. “O término do e-Sedex pode desestabilizar negócios menores por algum período. Porém, existem boas alternativas.

Atualmente, os consumidores estão dispostos a arcar com um custo um pouco mais alto do que o habitual em troca de uma entrega expressa, que ocorre no mesmo dia ou em um dia. Os e-commerces vão precisar reestruturar sua parte operacional e avaliar as melhores opções. Existem serviços de terceirização, nos quais é assumida toda a logística da empresa, como coleta, embalo e envio e, também, diversas opções de transportadoras que efetuam um trabalho de qualidade, com preços cada vez mais competitivos.”

UM PARCEIRO E TANTO
Empreendedores e gestores de frotas podem contar com um importante aliado nas entregas, principalmente nos centros urbanos: o veículo utilitário leve (VUL). O mais recente lançamento da categoria é o novo Citroën JUMPY. Com capacidade de carga de 1.500 kg e volume útil total de 6,6 m³ (6,1 m³ + 0,5 m³ de extensão do compartimento de carga), este veículo tem vocação para ser um parceiro em qualquer negócio, seja lá qual for seu segmento. Além da alta capacidade volumétrica, um dos destaques deste VUL são os 4 m de Moduwork® (comprimento dos materiais que podem ser transportados próximo ao nível do assoalho). Isso representa um chão cerca de 40% maior na comparação com a média do mercado. Viu só por que o JUMPY facilita as entregas? Novo Citroën Jumpy. Muito mais para o seu negócio.

Economia