Sem categoria

A força do empreendedorismo para driblar a crise

Atualizado em: 12/03/2016

Empreendedorismo-Feminino-Post-3

A força do empreendedorismo para driblar a crise. Pesquisa mostra que empreendedorismo dobrou no país nos últimos 14 anos. Capacitação e orientação são fundamentais para sustentabilidade dos empreendimentos

Diante do atual cenário econômico do país, com contenção de gastos em diversos setores e, consequentemente, diminuição dos postos de trabalho, o brasileiro está deixando de lado o desejo de ser empregado para se tornar empregador, investindo em ideias para montar seu próprio negócio. Dados da última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada esta semana pelo Sebrae, revelam que de cada dez brasileiros adultos, quatro já possuem ou estão envolvidos com a criação de uma empresa. No ano passado, a taxa de empreendedorismo no país foi de 39,3%, o maior índice dos últimos 14 anos e quase o dobro do registrado em 2002, quando a taxa era de 20,9%.

Para o superintendente do Sebrae, Walter Aguiar, este crescimento é resultado da implementação de medidas que favorecem a cultura empreendedora no Brasil ao longo da última década. “As políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo adotadas a partir da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas têm contribuído expressivamente para o comportamento empreendedor do brasileiro. Estados e municípios, com apoio de instituições como Sebrae, têm buscado soluções para desburocratização o processo de legalização de empresas, ampliação do acesso ao crédito e estímulo à formalização de pequenos empreendedores para garantir o desenvolvimento econômico o país”, disse o superintendente.

A força do empreendedorismo também é destaque na Paraíba. Só no ano passado, o Sebrae atendeu 28.677 pequenos negócios em todo o Estado. A busca por orientação e capacitação é fundamental para a sustentabilidade do empreendimento, já que há um longo caminho a ser percorrido desde a ideia de um negócio sair do papel até sua concretização. Consultoria com especialistas de mercado, cursos de capacitação e qualificação, além do planejamento da identidade visual do comércio são só alguns dos passos que devem ser bem pensados para a consolidação do empreendimento.

Quem conhece bem esse percurso é Adeilton Pereira, proprietário da Officina Móveis, fábrica de móveis planejados que já atende os Estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. “Cinco anos atrás, ainda informal, fui convidado a participar do projeto “Empreender”, realizado pelo Sebrae em parceria com a Associação Comercial. Lá formamos um núcleo setorial de marcenaria e desde então tudo mudou”, disse o empresário.

Na avaliação de Adeilton Pereira, participar do projeto foi essencial para que seu negócio tivesse a força de hoje. “Isso viabilizou caravanas para feiras de máquinas e matérias primas, participação em feiras como expositores, treinamentos de formação de preço e liderança. Em 2005 formalizei minha empresa e o Sebrae contribuiu muito para isso, como contribui até hoje”.

O empreendedor destaca que mudanças significativas foram alcançadas no negócio depois de participar das qualificações. “Recentemente recebi uma consultoria em gestão industrial subsidiada pelo SebraeTec que revolucionou meu negócio. Dobrei minha capacidade produtiva, reduzi meu prazo de entrega de 18 para 12 dias úteis, e ainda pude cortar gastos com mão de obra (R$ 8.000,00/mês) e energia elétrica (R$ 2.500,00/mês)”, destacou Adeilton Pereira.

Na Paraíba, os pequenos negócios já somam mais de 120 mil empresas, representam mais de 99% do universo empresarial, empregam 56% da mão de obra estadual e são responsáveis por quase 30% do PIB paraibano, cenário de competitividade que por si já revela a necessidade de qualificação desses empreendimentos.

Diversos cursos, palestras e oficinas fazem parte do portfólio do Sebrae, alguns são oferecidos gratuitamente e outros pagos. Já as consultorias, onde o empreendedor encontra soluções para viabilizar o empreendimento, têm 50% do valor pago pelo Sebrae, ficando a outra metade a cargo do empresário.

A gerente da unidade de Atendimento Individual do Sebrae Paraíba, Márcia Barbosa, explica que diversas soluções podem ser oferecidas para diferentes empreendimentos. “Temos uma oferta ampla de serviços que podem auxiliar desde o empreendedor inicial, que acaba de ter uma ideia de negócio, até aquele que já tem tempo de mercado e deseja fortalecer sua empresa. O ideal é que o empreendedor venha ao Sebrae, passe pelo atendimento para identificarmos sua demanda e orientarmos às melhores soluções”.

Cursos – Especialistas destacam que a qualificação é o instrumento que pode fazer o empreendimento se destacar dos demais. Até o final de junho, o Sebrae Paraíba tem programado cerca de 130 cursos, oficinas e palestras que serão realizados em Araruna, Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, Itaporanga, João Pessoa, Monteiro, Patos, Pombal e Sousa.

São capacitações nas áreas de neurolinguística, nota fiscal eletrônica, gestão, oratória, relações humanas e interpessoais, técnica de vendas, matemática financeira, liderança, planejamento tributário, entre outros. Uma delas é a oficina “Modelagens de ideias de negócio”. Utilizando a metodologia Business Model Generation, os empreendedores sairão preparados para a construção de modelos mais sólidos de negócio, podendo testar várias ideias de forma mais rápida e prática.

Outra dica é o curso “Gestão Financeira: Do controle à decisão” que será realizado entre os meses de março e maio e tem a proposta traçar um diagnóstico para que cada participante trabalhe com um plano de capacitação feito sob medida, com base nas necessidades reais de cada empresa. O curso é voltado para empresários e gestores de empresas de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME) com mais de dois anos de existência, e oferece 220 horas de capacitação, divididas em três fases. Mais informações sobre palestras, cursos e oficinas podem ser encontradas na aba de cursos e eventos do Sebrae http://www.sebraepb.com.br

Sobre a pesquisa – A pesquisa GEM é parte do projeto Global Entrepreneurship Monitor, iniciado em 1999 com uma parceria entre a London Business School e o Babson College, abrangendo dez países no primeiro ano. Desde então, quase 100 países se associaram ao projeto, que constitui o maior estudo em andamento sobre o empreendedorismo no mundo. No Brasil, a pesquisa foi realizada entre os meses de setembro e novembro de 2015 e entrevistou duas mil pessoas entre 18 e 64 anos de todas as regiões do país, e 74 especialistas em empreendedorismo.

 

Fonte: Sebrae PB

Sem categoria