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GRAVIDEZ NÃO SIGNIFICA O FIM DOS ESTUDOS

Atualizado em: 16/04/2015

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Um bebê gera cuidados redobrados e custos maiores, mas não é preciso abandonar por completo a vida estudantil

 

Um bebê gera cuidados redobrados e custos maiores.

A rotina de estudos exige muito de uma estudante. Quando uma gravidez acontece em meio ao ano acadêmico surgem as dúvidas: “E agora, devo largar os estudos? Desisto de tudo para cuidar da criança?”. É claro que um recém-nascido gera cuidados redobrados e custos maiores, mas não é preciso abandonar por completo a vida estudantil.

Para o ginecologista-obstetra e coautor do livro “Segredos de Mulher – Diálogos entre um ginecologista e psicanalista”, Alexandre Faisal, é perfeitamente possível conciliar as duas atividades. “Do ponto de vista físico, a gravidez que evolui bem e sem complicações não representa grandes transtornos na vida da mulher, exceto por alguns sintomas que variam conforme os meses da gestação. Eu diria que 90% das gestantes passam bem”, observa o especialista.

Apoio da família

Nesse instante, o apoio da família é fundamental porque ela é a base que vai proporcionar compreensão, diálogo, segurança, carinho e auxílio tanto para os jovens envolvidos quanto para a criança. Com apoio do seio familiar, as dificuldades que aparecem nessa relação gravidez/estudos têm seus riscos diminuídos.

Na adolescência da mulher

Para a mulher, a situação é um pouco mais delicada do que para o rapaz, pois é a mulher que gera, sofre as transformações em seu corpo, dá à luz e, nos primeiros meses, amamenta a criança. Infelizmente, não há legalmente como obrigar um pai a participar de todo esse processo, caso ele não deseje.

A boa notícia é que, com paciência e persistência, é perfeitamente possível cuidar do bebê e dos estudos na escola. Se a gravidez ocorre ainda na adolescência, você, futura mamãe, deve ter bastante cuidado com a alimentação e começar os exames do pré-natal o quanto antes. Em alguns casos, pode acontecer de você faltar devido a enjoos e mal-estar, mas nada que uma ajudinha dos colegas de classe e professores não resolva. Lembre-se que gravidez não é doença e, se não houver complicações, não há motivos para “matar” aulas.

Licença-maternidade

Lembre-se que, a partir do oitavo mês, você tem direito, por lei, a quatro meses de licença-maternidade. O benefício é concedido a todas que trabalham no Brasil e que contribuem para a Previdência Social seja por meio de empregos com carteira assinada, temporários, trabalhos terceirizados e autônomos ou ainda trabalhos domésticos.

O valor da licença-maternidade é igual ao do salário mensal no caso de quem tiver carteira assinada ou exercer trabalho doméstico. As estudantes que não tenham salário, mas que decidam pagar mensalmente o carnê da Previdência, podem usufruir da licença depois de pelo menos 10 meses de contribuições. Nesse caso, o valor do salário-maternidade é o do salário referência da contribuição (se a pessoa contribui sobre o salário mínimo, recebe na licença um salário mínimo por mês).

Universidade: trancar ou continuar?

Muitas grávidas continuam frequentando a universidade sem sérios problemas. Se a gestação é de risco o cuidado tem de ser dobrado para evitar quaisquer complicações. Existem duas opções: ou você pode ir até a secretaria da escola e combinar de fazer as provas e exames em casa ou trancar a matrícula. Nesse meio tempo, você pode perder um pouco o ritmo a que já estava acostumada e voltar aos estudos pode dar aquela preguicinha. Algumas escolas e faculdades têm departamentos que atendem alunas grávidas. Veja se há esse suporte disponível.

Aproveite seu tempo

Todo tempo bem aproveitado vale a pena. O que vale é você manter em dia todos os exames e comunicar ao seu médico sempre que um problema novo aparecer. Ele lhe dará a direção em que deve caminhar. E, com certeza, os estudos são um bom caminho a seguir.

Fonte: Da Redação com Tempo de Mulher

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