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VOCÊ SABE O QUE É ÓCIO CRIATIVO?

Atualizado em: 16/04/2015

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É a perfeita combinação entre diversão, conhecimento e realização!

Você já deve ter ouvido o termo “ócio criativo”. Ele foi criado pelo italiano sociólogo Domenico De Masi. Mas engana-se quem pensa que é um nome destinado a quem não faz nada ou é preguiçoso. Pelo contrário, ócio criativo é aliar ao mesmo tempo: trabalho + estudo + lazer. “É a atividade que cada um exerce, porém, com alegria e criatividade”, explica De Masi. É aquele trabalho que nos motiva, que não nos cansa ou estressa e que é extremamente realizador.

Não muito longe, o trabalho era visto como algo negativo e isso durou muitos séculos. “Para os católicos, o trabalho é uma sentença condenatória, como reafirmará a Rerun Novarum, em 1891. Para os liberais, é uma disputa mercantil. Para Marx, é a única possibilidade de redenção, junto com a revolução e, por isso, é um direito a ser conquistado”, afirma Domenico De Mais, no livro cujo nome é “Ócio Criativo”.

Hoje em dia, numa sociedade pós-industrial, estamos reformulando o significado do trabalho e, alguns sinais nos dizem que o trabalho está mais ao norte da criatividade e menos ao sul dos trabalhos mecânicos, que serão daqui a mais algum tempo somente das máquinas.

E nessa transição, cada dia mais é possível observar pessoas ao nosso redor que estão em conflito com o que fazem, buscando sua verdadeira vocação ou pessoas que deram um “pause” e redirecionaram suas carreiras para fazer algo que não tinham a ver com sua formação inicial, mas que está relacionada a sua essência.

É nesse ponto que precisamos chegar: “a nossa essência”. Você se conhece de verdade? É a partir dela que poderemos encontrar o nosso ócio criativo, ou seja, nossa diversão remunerada. Trabalhar não deve ser algo que necessite de uma motivação extra, pois aquele trabalho que você ama já deve ser motivador por si só.

Claro, não é viver eternamente com a emoção de estar passeando num parque de diversão, com a adrenalina a mil. E também não é negar a importância da remuneração. Mas ela deve funcionar como o intermediador para viabilizar outros sonhos em sua vida e proporcionar uma qualidade de vida para você e sua família. Mas a lógica é essa: quando fazemos o que amamos, isso se torna tão natural, de dentro pra fora (do coração), que a qualidade do trabalho aumenta e nossa autoestima também. Não ficamos estressados e as recompensas surgem em dobro, inclusive em forma de remuneração salarial.

Para chegarmos a esse ponto, é preciso testar, experimentar diferentes atividades, não ter medo de errar e observar as emoções . Uma alternativa é dedicar um tempinho aos hobbies, que nos fazem felizes. Nossa vocação está quando encontramos a sintonia com a nossa essência (aquilo que verdadeiramente somos) e podemos colocá-la a serviço dos outros, por meio de um talento, que deve ser aprimorado com estudo e muita disciplina para o treino e o aperfeiçoamento. Isso, com certeza, vai gerar valor (monetário e em benefício aos outros) e, consequentemente, nos destacaremos, chamando isso de trabalho.

Um dos impedimentos é que, muitas vezes, queremos seguir padrões. Seguir o exemplo de nossos pais ou de pessoas que a sociedade julga ser de sucesso. O significado de sucesso é pessoal e intransferível. Mas é normal seguirmos esses padrões. Arriscar e buscar algo que seja motivador, recompensador é maravilhoso, nos dá energia para continuar e nos renova a cada dia, como em um ciclo virtuoso.

Por isso, não tenha medo de ser visto como diferente, vá em busca da sua felicidade dentro de você e coloque isso a serviço dos outros. Vá com calma e responsabilidade, mas persista para cultivar um “ócio criativo”, onde você tenha a oportunidade de libertar seu corpo e sua alma.

Seja feliz!

Fonte: Da Redação com Tempo de Mulher

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