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Uma pessoa, três funções: empresária, esposa e mãe

Atualizado em: 08/03/2012

A quantidade de brasileiros que abriram seus próprios negócios cresce cada vez mais, e em 2011, um novo dado surgiu, o aumento no número de mulheres empresárias. No ano passado eram 53%, um universo de 18,8 milhões de pessoas. Na Paraíba ainda não existem dados oficiais, mas acredita-se que o Estado siga a mesma tendência nacional.

Na maioria das pesquisas realizadas, uma das maiores queixas dessas mulheres empreendedoras, é conciliar a vida de empresária com a de mãe e dona de casa. Para Marlene Falcão, proprietária do restaurante Xica Pimenta, localizado em João Pessoa, “o dia tem 24 horas, porém, em alguns momentos, torna-se pouco para a quantidade de tarefas que preciso realizar”.

Mãe de dois filhos pequenos, Marlene confessa que não é fácil conciliar tantos papéis, mas com o passar do tempo aprendeu a administrar o tempo com mais facilidade, deixando espaço para atividades de lazer com as crianças, o que fez questão de destacar que não abre mão.

Para o presidente da Associação de Bares e Restaurantes da Paraíba (Abrasel-PB), Marcos Mozzini, é inegável como as mulheres são boas administradoras. “São várias as histórias de sucesso das empresárias paraibanas no setor de alimentação fora do lar. Existem casos de restaurantes paraibanos, administrados por mulheres, que se expandiram para fora do nosso estado e obtiveram o sucesso e o respeito em outros lugares”, destacou.

No caso da empresária Jane Érica Cordeiro, dona de uma franquia da Rede Banorte Matriz na cidade de Guarabira, os obstáculos são diários, “mas precisam ser vencidos”. Casada e mãe de um bebê, ela explica que não podia deixar a oportunidade passar, e “abraçou” a possibilidade de ser dona do seu próprio negócio. A sua rede de multiserviços possui dois meses de existência, e segundo ela, está indo muito bem, o que faz com que fique ainda mais otimista.

Questionada sobre como faz para dividir o seu tempo entre a empresa, o marido e a filha, Jane diz que não pode negar que, antes da franquia, tinha mais tempo para a família, mas admite que como é a proprietária, consegue flexibilizar com mais tranqüilidade os seus horários. “Consigo administrar bem o meu tempo, respeitando as necessidades da empresa e da família. Tenho certeza que se não tivesse apostado em ter o meu próprio negócio teria muito mais dificuldades”, conclui.

Da redação (com assessoria)

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