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Trabalho em equipe é valorizado por mulheres empreendedoras

Atualizado em: 09/05/2012

Um recente estudo de mestrado realizado pela administradora Cintia Salomão na EESC-USP (Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo) revelou que as mulheres empreendedoras tendem a valorizar mais o trabalho em equipe.

De acordo com o levantamento, que consultou profissionais de pequenas empresas do setor de comércio de São Carlos (interior de São Paulo), ao tentar identificar os estilos de aprendizagem de tais mulheres, os perfis mais encontrados foram o “acomodador” e o “divergente”, com 39,7% cada. “Ambos os estilos se caracterizam por uma preferência pelo trabalho em equipe”, revela Cintia.

Segundo a pesquisadora, as mulheres pertencentes ao estilo ‘acomodador’ têm preferência pela execução de planos e pelo desenvolvimento de novas experiências. Já as demais, que se enquadram na categoria ‘divergente’, costumam ter como ponto forte a percepção dos valores e do significado do aprendizado, focando geralmente em novas ideias.

Os estilos

Identificados por meio de questionários, os estilos de aprendizagem seguiram o padrão adotado pelo pesquisador norte-americano David Kolb, que costuma dividir os estilos em: acomodador, divergente, convergente e assimilador. Já para identificar a liderança, os padrões (transformacional, transacional e o Laissez-Faire) utilizados pelo estudioso norte-americano Bernard Bass foram considerados.

Liderança

No aspecto da liderança, por exemplo, o estudo aponta que todas as empreendedoras consultadas apresentaram uma pontuação maior no estilo transformacional, que se trata de um processo compartilhado que envolve as ações dos líderes em diferentes níveis da organização.

“Os líderes transformacionais procuram aumentar a percepção dos seguidores por meio de valores como liberdade, justiça e igualdade, ao invés de trabalharem com sentimentos como o medo, a ganância, o ressentimento e a aversão”, explica a Cintia.

Além disso, o levantamento constatou ainda que 79% das dirigentes entrevistadas apresentavam curso superior – o que revelou um alto grau de instrução entre tais mulheres. “Entre elas, 19% fizeram especialização, 2% mestrado e 2% doutorado”, disse Cintia.

O estudo

Para realizar a pesquisa, a estudiosa adotou como base as respostas de 63 questionários aplicados em empresas identificadas pela parceria com o CME (Conselho da Mulher Empreendedora) da Acisc (Associação Comercial e Industrial de São Carlos). No total, foram consultadas profissionais do setor de vestuário, calçados e tecidos (64%) e da área de artigos de uso pessoal e doméstico (24%).

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