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Pais podem minimizar casos de preconceito

Atualizado em: 18/05/2012

A julgar por Barack Obama, presidente negro dos Estados Unidos ou por Dilma Roussef, primeira presidenta do País, as barreiras do preconceito parecem amenizadas. No entanto, a quebra do paradigma de pré-julgamento nem sempre é percebida nas relações cotidianas, e as crianças, em especial, acabam seguindo muitos dos comportamentos percebidos ao seu redor. De acordo com Miriam Barros, psicóloga e psicoterapeuta, o preconceito é um julgamento ou ideia que se faz de algo sem a devida compreensão e “os pais têm muito poder em influenciar os filhos. Portanto, devem ter muito cuidado ao emitir julgamentos maldosos e discriminatórios sobre pessoas diferentes ou minorias”.

Segundo uma pesquisa realizada entre estudantes, professores e diretores de 501 escolas públicas do Brasil pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Fipe, em 2009, negros, pobres e homossexuais são os mais acometidos por atos discriminatórios no ambiente escolar. O estudo aponta ainda que os principais fatores para tais atitudes estão relacionadas a gênero (38,2%), a deficiência (32,4%), a situação socioeconômica (25,1%) e a étnico-racial (22,9%), comportamentos resultantes, na maioria das vezes, de agressões e humilhações.

Para a especialista, o preconceito depende “do lugar e da cultura”, mas na grande parte das vezes ele está relacionado a fatores como classe social, cor da pele, orientação sexual, e religião. “É difícil dizer quem discrimina mais, se são os ricos ou os pobres”, salienta.

O papel dos pais é fundamental para trabalhar a postura de filhos que demonstram posturas preconceituosas com seus amigos e familiares. “É bom salientar para as crianças que ninguém é melhor ou pior do que outro e que o preconceito é uma forma de julgar as pessoas como boas ou más. Mostrá-las que nenhuma pessoa gosta de se sentir excluído ou ser alvo de chacota e que ninguém é merecedor de tal tratamento”, diz a psicóloga. “As crianças que são ensinadas durante a vida a enxergar as pessoas com compaixão e com humildade irão se tornar adultos com estas características”, acrescenta.

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