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Mulheres são 80% das vítimas de tráfico de pessoas no Brasil

Atualizado em: 13/07/2012

Oitenta por cento das vítimas de tráfico humano são mulheres. No Plano de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, cada órgão público envolvido tem atividades específicas, mas a Secretaria de Proteção às Mulheres (SPM) tem demandas maiores devido a essa estatística. Um dos desafios é garantir o direito de ir e vir das mulheres, independentemente do que elas vão fazer fora do país ou de seus estados.

“Sim, porque se a pessoa decidir se prostituir, ele precisa ter esse direito resguardado”, disse a secretária nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves. Como muitas acabam envolvendo-se em situações de exploração, a atenção da secretaria também está voltada ao retorno da vítima ao país, no direito que ela tem de ser acolhida pelos serviços de atendimento às pessoas em situação de violência. Dados mais precisos sobre o crime fogem ao controle do governo federal porque as mulheres atendidas entram para as estatísticas municipais, já que o atendimento é feito nas cidades, e não há muita fluência nas informações.

“Temos trabalhado para qualificar e preparar os serviços de atendimento, como os Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e outros que possam atendê-las quando elas retornam, dando a acolhida necessária”, detalha Aparecida. Quando as vítimas chegam do exterior e procuram ou são encaminhadas ao posto de atendimento, seja no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) ou do Rio de Janeiro, por exemplo, elas são destinadas para onde desejam, o que pode ocorrer imediatamente, do aeroporto mesmo, de acordo com o que a equipe local apurar da necessidade. “A mulher vai ser enviada para a cidade que quiser e lá vai encontrar a equipe e o serviço para atendê-la. “Esta é a construção que estamos fazendo para acolher as mulheres vitimadas”, diz.

Rede Brasil Atual

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