Notícias

Mulheres compram mais e ‘pagam melhor’ as dívidas do que os homens

Atualizado em: 14/05/2012

Manaus – As mulheres residentes no Amazonas representam hoje 53% dos inscritos no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Mas elas também são maioria na hora de querer resolver o problema. Enquanto elas demoram de 70 a 90 dias para procurar meios de “limpar o nome”, eles só começam a partir de 120 dias. A análise é da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus).

Os dados do SPC mostram que, de janeiro a abril de 2012, as mulheres representam entre 51% a 53% dos inadimplentes, enquanto os homens variam de 46% a 48%. Os dados apontam que, dos consumidores que saem do “vermelho”, 51% a 57% são do sexo feminino, enquanto os homens representam de 42% a 52% da lista dos que deixam a inadimplência. O SPC mostra que a variação de mulheres que se endividaram nos quatro primeiros meses de 2011 foi de 43% a 53%, enquanto os homens ficaram na faixa dos 46%. Já na lista dos que saíram, os homens representam 46% a 86% e as mulheres de 13% a 51%.

O presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, acredita que a mulher tem se preparado melhor nos estudos, o que tem aumentado sua capacidade de gastar e sair da inadimplência. “A mulher compra bem mais coisas para si e até entra na dificuldade, mas vai lá e paga pela dificuldade que está tendo”, explicou. Ele salienta ainda que os dados do SPC mostram que 31,96% das devedoras estão na faixa de 30 a 39 anos, 21,06% tem faixa etária de 40 a 49 anos e 17% de 25 a 26 anos, idade onde a maioria tem ocupação trabalhista.

Na opinião do vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco de Assis Mourão Júnior, as mulheres, por terem uma maior rotatividade de consumo, se preocupam em resolver logo as dívidas para poder ter crédito rápido. “São coisas para casa, bolsas, sapatos e salão que elas compram em massa, por isso buscam quitar suas dívidas”, disse. Para o economista, os homens não têm tanta intenção de gastar com si mesmos e se seguram mais.

Cheques
Um levantamento da Telecheques reforça o resultado do SPC. Segundo a diretora de recuperação da Telecheque, Dirlene Martins, 95,29% dos cheques utilizados por mulheres no Amazonas foram pagos e 4,71% não. Enquanto que dos 100% de cheques utilizados por homens, 5,17% ficaram inadimplentes. O ticket médio em 2011 era R$ 563,04. Em 2010, o resultado foi parecido, 3,93% dos cheques deixaram de ser pagos. Já no caso dos homens, 4,56% dos cheques não foram pagos. De acordo com a Telecheque, o valor médio do cheque em 2010 era R$ 463,34.

Dicas
O vice-presidente do Corecon-AM dá algumas dicas para evitar dívidas ou sair do “vermelho”. “A melhor dica é a negociação. Mas não adianta negociar se a renda não comporta. Tem que chamar a patroa do lado, colocar tudo na ponta do lápis e resolver o que é supérfluo e o que pode comprar outra hora”, sugere. Mourão afirma que o ideal é evitar cartão de crédito e cheque especial. Caso o consumidor opte pelo cartão, o economista não aconselha o pagamento apenas do valor mínimo que vem na fatura. Ele também considera que os empréstimos, especialmente os consignados, são boa opção, já que os juros de bancos oficiais tiveram redução.

 D24am

Notícias