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Mulheres após a menopausa são mais propensas à osteoporose

Atualizado em: 01/05/2012

A chegada da menopausa traz uma série de alterações no organismo da mulher, por exemplo, a diminuição da produção de estrogênios. A terapia de reposição hormonal vem ocupando um papel primordial na prevenção e tratamento da osteoporose, permitindo uma melhor qualidade de vida.

Sempre é levantada a questão de como fortalecer e manter os ossos saudáveis após a menopausa. Problema de saúde pública no mundo, a osteoporose é uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento. “A doença é caracterizada pela diminuição progressiva da massa e resistência óssea, deixando seu portador mais suscetível ao desenvolvimento de fraturas”, diz o Dr. Lucien Henri, reumatologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Com objetivo dos estrogênios atuarem na conservação óssea e reduzir as fraturas, o Dr. Lucien Henri, explica que percebidas irregularidades durante o ciclo menstrual, este procedimento pode ser iniciado para a prevenção. “A terapia de reposição hormonal pode ser usada, mas com acompanhamento ginecológico pelos riscos de cânceres em mama e no endométrio”, conclui o médico.

Mais comum em mulheres acima de 65 anos e pessoas que tenham fatores de riscos, tais como a menopausa precoce, baixo Índice de Massa Corpórea, IMC, diabéticos e tabagistas, a doença é de evolução lenta e tratável, segundo o especialista, a patologia é assintomática. “A osteoporose não demonstra sintomas. Muitas vezes, é descoberta quando já há fratura”, completa o médico.

Qualquer osso pode ser acometido, mas os principais são a coluna, o fêmur e os punhos. As mulheres são mais propensas, pois seus ossos para se manterem íntegros necessitam dos estrogênios. “Nos Estados Unidos, estima-se que 30% das mulheres vão ter osteoporose na pós menopausa”, ressalta o reumatologista, acrescentando que no Brasil não há dados estatísticos de quantos casos são diagnosticados.

Outros fatores como a ingestão de alimentos ricos em cálcio, tais como o leite e seus derivados, e minimizar o consumo de carnes vermelhas, de refrigerantes e sal, são importantes para evitar prejuízos futuros.

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