Notícias

Levantamento mostra que de cada quatro crianças desaparecidas no mundo, três fugiram de casa

Atualizado em: 09/02/2012

Fugas do lar representam 76% dos casos de desaparecimentos de crianças em todo o mundo. E desse total, 80% são casos de reincidência, as chamadas “fugas crônicas”. Somente 9% dos casos de desaparecimento de crianças estão ligados a pessoas estranhas. Os dados são do Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (Icmec).

“Infelizmente, não há hoje em dia uma estratégia internacional harmonizada ou um conjunto de melhores práticas de resposta à criança desaparecida, a exemplo do que ocorre com as práticas de proteção de crianças contra a exploração sexual”, disse a diretora de Políticas Públicas para a América Latina e o Caribe do Icmec, Kátia Dantas, à Agência Brasil.

Segundo ela, é preciso intensificar as campanhas para que os desaparecimentos sejam informados com rapidez ao Poder Público. “Pais, tutores e guardiões legais devem ser encorajados a reportar uma criança como desaparecida o mais rápido possível, sem presumir que a criança voltará para casa por contra própria”.

Entretanto, Kátia lamenta que as famílias enfrentem resistência das autoridades quando precisam registrar o desaparecimento de um filho. Ela explicou que muitas delegacias de polícia só abrem um boletim de ocorrência após 72 horas de ausência da criança. No Brasil, a Lei N° 11.259, de 30 de dezembro de 2005, estabelece que, ao registrar o boletim de ocorrência, as delegacias devem iniciar imediatamente as buscas, contatando portos, aeroportos e terminais rodoviários.

Além das campanhas de sensibilização, ela também lembra que os pais precisam acompanhar mais a vida dos filhos. “Pais cientes de quem são os amigos do seu filho, que conversam sobre como se proteger de possíveis abordagens e riscos, têm menores chances de ter um filho desaparecido”.

Agência Brasil

Notícias