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Hillary defende o fim da mutilação genital feminina e condena a prática como tradição

Atualizado em: 20/02/2012

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, condenou de forma veemente a mutilação feminina conhecida como circuncisão de mulheres, frequentes em países muçulmanos principalmente na África. “Não há nenhuma justificação cultural [para essa prática de mutilação], que é pura e simplesmente uma violação de direitos humanos”, disse ela.

Várias entidades internacionais defendem o fim da prática da circuncisão feminina que ocorre em tribos de africanos que seguem o islamismo. Porém, entre os seguidores da mutilação a justificativa é que a prática faz parte da cultura e que as meninas – que são submetidas à circuncisão ainda na infância, antes da puberdade – escolhem manter a chamada tradição.

As organizações não governamentais estimam que cerca de 500 mil mulheres tenham sido submetidas à mutilação. A estimativa é que aproximadamente 180 mil crianças e adolescentes corram o risco da circuncisão feminina.

Hillary disse que sua manifestação ocorre no mês que marca o momento da tolerância zero à mutilação genital feminina – cuja sigla é MGF -, mas informou que “muitas diferenças culturais devem ser respeitadas”. No entanto, ela destacou que a mutilação genital feminina não está nesta relação de diferenças culturais.

Para a secretária norte-americana, os líderes religiosos desempenham um papel fundamental na erradicação da circuncisão feminina.

“Muitas tradições culturais, que existiram em muitas partes do mundo já não são aceitáveis. Não podemos desculpar [a mutilação feminina] como um assunto privado porque tem implicações públicas significativas. Não tem quaisquer benefícios para a saúde. É pura e simplesmente uma violação de direitos humanos”, disse ela.

Agência Brasil

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