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Equipe de arqueologia inicia pesquisa nos casarões do Centro Histórico de JP

Atualizado em: 21/10/2013

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A Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab) acompanhou as primeiras medidas para o início da pesquisa arqueológica que visa à revitalização de oito casarões situados à Rua João Suassuna, no Centro Histórico da Capital. O arqueólogo Antonio Canto, do Setor de Pesquisas Arqueológicas e Sociais (Sepas), acompanhado de equipe da Oficina Escola e arquitetos da Semhab, visitaram os casarões e tomaram as primeiras providencias para o andamento dos trabalhos.

A equipe visitou o local, providenciou vias de acesso à parte interna dos casarões e, após o sinal verde do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), que deverá ocorrer no início da próxima semana, a pesquisa propriamente dita deve ser iniciada. Segundo Antonio Canto, a equipe pretende trabalhar dois casarões por mês, até cumprir o prazo programado de 150 dias, que equivale a cinco meses de trabalho ininterrupto.

De acordo com o cronograma de trabalho montado a partir do quarto mês, a equipe pretende repassar a comunidade científica e à cidade, informações sobre a importância do lugar e dos possíveis achados. O arqueólogo defende que essa educação patrimonial seja compartilhada junto a líderes comunitários da região do Porto do Capim e quer também agendar a visita de alunos de algumas escolas municipais ao local, onde haverá conversa e explicações sobre o histórico de João Pessoa e do local de intervenções, para que eles sejam agentes multiplicadores. O último mês será destinado à revisão de todo o trabalho.

O que esperar – Sobre a expectativa com o trabalho arqueológico Antonio Canto disse que a arqueologia é uma caixa de surpresas. “Podemos passar os cinco meses e não encontrar nada. No último momento, podemos nos surpreender”, comentou. As prospecções (escavações) serão realizadas no solo e na parede dos 1.200 metros quadrados onde estão situados os casarões.

Além da sondagem no local, a equipe de Canto fará o levantamento topográfico do material encontrado e observará os aspectos construtivos dos casarões construídos entre as décadas de 20 e 30. Para o arqueólogo, ali sempre foi uma área dinâmica, de ocupação intensa, desde a época da colonização.

Ele informou também que a Rua João Suassuna, que também já foi a Rua Varadouro, Rua dos Ferreiros e Rua Visconde de Inhaúma, sempre funcionou como um elo entre a cidade alta e baixa e aquele trecho já abrigou a Delegacia do Tesouro Federal, a Caixa Econômica Federal (CEF), a Companhia de Navegação, armazéns de vários gêneros, a Companhia Paraibana de Tecidos e o Hotel Globo, antes batizado de Hotel Universal, até 1875.
 

Fonte: Assessoria

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