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Crianças colocam a mão na massa e aprendem a comer melhor em oficina

Atualizado em: 21/05/2012

Todas as quinta-feiras de maio e junho, crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos se encontram na escola Lumiar, em São Paulo, para aprender a elaborar receitas gostosas, naturais e nutritivas na oficina Culinária Consciente. Orientados pela naturóloga Juliana Maldonado, os encontros ensinam não só a cozinhar, mas também a prestar atenção nos próprios hábitos alimentares. As inscrições são abertas ao público e podem ser feitas até 30 de junho, na própria escola, ou depois das férias, a partir de 01 de agosto.

Segundo Juliana, quando as crianças participam da produção dos alimentos, elas passam a dar mais valor ao ato de comer e tornam-se mais abertas a experimentar sabores novos.  “Existe uma diferença entre apresentar o alimento pronto para a criança e mostrar o processo pelo qual ele passou até chegar à mesa. Prestar mais atenção aos aromas e às texturas de cada tempero traz uma visão diferente sobre a comida” explica.

A naturóloga também traz para as crianças discussões sobre a forma como os alimentos são plantados, seu desenvolvimento, o que são os agrotóxicos e o diferencial dos alimentos naturais. Ela pretende, inclusive, levá-los para conhecer um sítio de orgânicos até o final do semestre.

Os pequenos chefs já aprenderam a fazer brownie com ingredientes naturais, nachos com guacamole, sorvetes de diversas frutas, mousse de chocolate com abacate e até macarrão de palmito pupunha com extrato de tomate, entre outros. No final, crianças experimentam o que produziram.

A Ana Beatriz Cavalcante, de onze anos, por exemplo, não gostava de palmito nem pimenta. Mas depois de utilizar os dois ingredientes no macarrão de pupunha na oficina, experimentou o prato final e adorou. E a mãe dela, Luciana Cavalcante, comemora.

“É interessante porque ela tem a oportunidade de aprender algumas habilidades que a gente tem um pouco de receio de ensinar, como acender o fogo ou usar a faca. Além disso, apesar da nossa preocupação para que ela tenha uma alimentação diversificada, a Ana nunca foi acostumada a comer de tudo. Com a oficina, ela tem coragem de experimentar mais ”, finaliza.

Com informações da Assessoria

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