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Cresce a participação de mulheres nos conselhos de administração de empresas

Atualizado em: 27/03/2012

A participação das mulheres nos conselhos de administração das companhias de todo o mundo tem crescido. Enquanto em 2010 elas ocupavam 9,8% das cadeiras dos conselhos de companhias, em 2011 as mulheres ocupavam 10,5% de tais assentos. Os dados foram divulgados recentemente pela GMI Ratings.

De acordo com o levantamento, que consultou empresas de 45 países de todo o mundo, apesar de obter baixos índices, o Brasil apresentou um resultado positivo no ranking mundial.

Em 2011, 4,5% dos assentos nos conselhos de empresas brasileiras pertenciam às mulheres. Embora seja inferior ao de outros países, o índice conseguiu ser 0,1 ponto percentual superior ao registrado em 2009, revela a pesquisa.

Outros países
Outras nações que também tiveram uma representatividade importante nos conselhos foram Itália (4,5%), Coreia do Sul (1,9%) e Japão (1,1%) – fato que não isentou outros países, no entanto, de apresentarem uma queda substancial no cargo de executivas, por exemplo.

No estudo, o número de mulheres em cargos executivos caiu 0,2 ponto percentual na comparação com o ano passado, totalizando 39,8%, detalhou o levantamento.

Quanto à participação feminina nos cargos de diretoria, a constatação foi de que 63,3% das empresas consultadas possuíam ao menos uma mulher no cargo de liderança, enquanto outras 10,5% das empresas tinham mais de três executivas do sexo feminino.

Já nos países emergentes, os dados apontaram que 44,3% das companhias tinham mulheres nos cargos da diretoria e 6,3%, mais de três diretoras mulheres.

Mudanças e exigências
O estudo aponta ainda que alguns países estão criando exigências legais com relação a essa questão.

“No passado ano, a França viu aumentar o número de diretores do sexo feminino, devido a uma exigência legal. A Austrália também obteve ganhos significativos em resposta a uma mudança de governança corporativa de código e um programa de tutoria. Já nos Estados Unidos, o progresso ainda é lento”, disse um dos autores do relatório, Kimberly Gladman, em nota.

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