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Casamento triplo de trigêmeas contou com 18 padrinhos no RS

Atualizado em: 31/03/2015

Trigêmeas

Irmãs organizaram uma cerimônia diferenciada em Passo Fundo. Casamento triplo contou com dezenas profissionais e noivos ansiosos.

O que elas têm em comum? Quase tudo, como por exemplo, a data de nascimento, a aparência, os gostos e agora também partilham o aniversário de casamento. Três irmãs gêmeas, moradoras de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, subiram ao altar em conjunto. A cerimônia realizada no sábado (21) envolveu dezenas de profissionais, 18 padrinhos e um trio de noivos ansiosos.

Rafaela, Rochele e Tagiane, de 29 anos, estão acostumadas desde a infância a fazerem as mesmas atividades. Possuem gostos parecidos e uma afinidade característica da maioria dos irmãos gêmeos. “Uma vez, quando a gente era criança, eu cortei meu braço. E a Rafaela sentiu a dor”, conta Tagiane. “Eu comecei a chorar também, a segurar o braço e dizer que doía”, confirma Rafaela.

Os pais, Pedro e Salete, já tinham uma menina em casa. Após a chegada de Liziele, resolveram ter mais um filho. A surpresa veio quando a mãe descobriu que seriam mais três. Na família, conta-se que Salete desmaiou assim que soube do fato.

As irmãs tornaram-se inseparáveis na infância. E sempre tiveram o desejo de casar na mesma época. Um dos noivos, Rafael, conheceu Rafaela na faculdade, há 10 anos. Um ano depois, Rochele e Gabriel também ficaram juntos. A ideia da cerimônia foi concretizada quando Eduardo e Tagiane, o último casal, começaram a namorar.

Às vezes, a semelhança das irmãs prega peças nos rapazes. “Teve uma vez que a gente estava na cozinha fazendo uma janta. Aí a Rochele, que é do Gabriel, estava na pia fazendo os negócios, e a Rafaela no fogão. A gente estava conversando ali e elas se inverteram. Eu cheguei atrás para abraçar, e quando vi eu disse ‘opa’”, diverte-se Rafael, sobre o episódio em que se confundiu.

A ideia de casar as trigêmeas ao mesmo tempo também era um sonho dos pais. Mas a logística para entrar na igreja com as três noivas não foi fácil. “Vamos entrar juntos até o meio da igreja. Aí, do meio da igreja, eu vou levar uma por vez”, contou o pai, o agricultor Pedro Bini, antes da cerimônia.

A preparação para o grande dia envolveu 20 pessoas para atender às trigêmeas. Foram mais de seis horas no salão de beleza. “Eu até agora não gravei o nome de nenhuma delas, sempre confundo. E é interessante porque o gosto é muito parecido”, apontou o cabeleireiro Regison da Silva.

As três irmãs ficaram prontas com maquiagem e cabelos idênticos. “A gente fez um teste na semana. Fizemos dois modelos, mas todas gostaram do mesmo. Não adianta nem tentar, acaba sempre no mesmo”, contou uma delas sobre o mesmo gosto.

Na igreja, os bancos foram afastados para abrir espaço para as três noivas entrarem juntas. Os 18 padrinhos foram divididos por cores. Os escolhidos por Rafaela foram de amarelo, os da Tagine de vermelho e os de Rochele de azul.

As três entraram juntas. Conforme combinado, no meio do caminho, houve a parada para esperar o pai. Inicialmente, Pedro buscou Tagiane, que foi a primeira a nascer. “Tentei segurar a emoção, não deu. Ver meu pai ali, naquele momento, não tem como explicar”, relatou.

“Deu para reconhecer [a noiva], com certeza. Quando ela entrou na igreja, eu já sabia. Era a mais linda delas”, elogia Eduardo.

Em seguida, o pai voltou para levar Rochele e, por último, Rafaela. “Sem palavras. A mulher da minha vida. Ela é meu tudo. Eu amo essa guria”, falou Gabriel, noivo de Rochele. “Me segurei para não chorar. Foi demais”, completou Rafael.

Após a troca de alianças, os recém-casados foram para a festa. A noite acabou sendo concorrida para as mulheres convidadas, que fizeram brincadeiras com as três chances de pegar um buquê de noiva. “Cadê meu namorado? Ele fugiu”, divertiu-se a supervisora administrativa Letícia Garbin, uma das mais animadas com o buquê.

Para os recém-casados, a época também é de projetar o futuro. E de cogitar a possibilidade da chegada de mais trigêmeos na família. “Vamos pensar em montar a nossa família”, aponta Rafaela.”Se vierem [trigêmeos], vão ser criados com amor”, diz Eduardo. “Não seria fácil, mas seria uma benção”, projeta Rafael.

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Fonte: Da Redação com G1

 

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