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Campanha nos EUA luta pelo rosto de uma mulher estampado em notas de 20

Atualizado em: 04/04/2015

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Para combater a desigualdade de gênero, a campanha “Women on 20s” espera coletar 100 mil assinaturas de pessoas favoráveis à imagem de uma figura feminina no dólar de vinte e enviar o pedido ao presidente Barack Obama.

Nove crianças são colocadas, separadamente, em frente a uma caixa cheia de dólares. A missão é simples: encontrar uma nota em que esteja estampado o rosto de uma mulher. Depois de procurar – e não encontrar nenhuma – elas ficam indignadas: “O quê?!”, “É sério?!”, “As pessoas pensam que garotas não são importantes?”.

vídeo promovido pela campanha Women on 20s (Mulheres nas notas de 20, em tradução livre) traz a polêmica: por que não há mulheres no dinheiro americano? E propõe uma solução: coletar 100 mil assinaturas e enviar ao presidente Barack Obama para que a imagem do controverso predecessor Andrew Jackson (1767-1845) – conhecido pelo militarismo e o desalojamento de povos indígenas – seja substituída pela a de uma mulher nas cédulas de vinte dólares.

Para votar, basta entrar no site e escolher uma das quinze personalidades que contribuíram, de alguma forma, para os direitos que as mulheres americanas gozam hoje. Entre elas, estão personalidades como a ativista civil e símbolo da luta contra o racismo nos EUA Rosa Parks (1913-2005) e a ex-primeira dama e embaixadora na ONU Eleanor Roosevelt (1884-1962). A ideia é que as notas sejam emitidas até 2020, quando será comemorado o 100º aniversário da emenda constitucional que deu às mulheres o direito de voto. Boa notícia: o presidente já se mostrou favorável à mudança em um de seus discursos televisionados: “Semana passada uma garota me escreveu e perguntou por que não havia nenhuma mulher no nosso dinheiro. Então ela mandou uma longa lista de possíveis mulheres para estarem nas nossas notas, moedas, etc. E isso foi uma ideia muito boa.”

Para as criadoras Barbara Ortiz Howard e Susan Ades Stone, a inciativa é simples, mas extremamente simbólica: “Esta tão esperada mudança pode ser um passo importante para promover outras iniciativas de igualdade de gênero. Nosso dinheiro diz coisas sobre nós, sobre o que valorizamos. Então, vamos juntos torná-lo mais igualitário e inclusivo!”. A mobilização ganhou força e popularidade depois que Susan Sarandon defendeu a proposta em suas redes sociais.

 

Fonte: Da Redação com MdeMulher

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