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Bronzeamento artificial dá câncer? Médica comenta história real que chocou no Facebook

Atualizado em: 26/05/2015

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Uma americana de 27 anos que desenvolveu câncer de pele após fazer bronzeamento artificial divulgou na Internet algumas fotos de seu rosto marcado pelo tratamento contra a doença. Tawny Willoughby, que é enfermeira, diz que seu objetivo ao postar as imagens – compartilhadas por mais de 50 mil pessoas – foi alertar sobre o perigo desse tipo de bronzeamento.

Em sua página no Facebook, ela contou que cresceu com uma câmera de bronzeamento em casa, o que é muito comum na região onde mora, no Alabama, Estados Unidos. Durante o ensino médio, ela fazia uso do aparelho até cinco vezes por semana. Resultado: aos 21 anos foi diagnosticada com câncer de pele e, segundo matéria publicada no The Daily Beast desde então, teve cinco vezes o carcinoma basocelular (CBC), um tipo de câncer de pele mais comum, além de um carcinoma de células escamosas.

Bronzeamento artificial faz mal?

A dermatologista Sumaya Neves, da Clínica Goa Health Club, no Rio de Janeiro, explica que o bronzeamento artificial é feito com um equipamento que funciona como o sol, emitindo raios Ultravioleta A e estimulando a produção da melanina – o pigmento da pele. “Cada 10 minutos numa câmara de bronzeamento artificial equivale a 50 minutos de sol natural no horário de radiação intensa. Essas fontes de ultravioleta A vão penetrar até a derme e provocar modificações nas células e fibras provocando rugas, manchas e até o câncer”, afirma.

Um tipo de bronzeamento artificial seguro é o a jato, que não tem contraindicação e utiliza substâncias naturais que não causam perigo para a pele. Ele pode ser repetido uma ou duas vezes por mês e, atualmente, não mancha mais a pele de amarelo como antes. Outra opção menos nociva são os cosméticos autobronzeadores, que podem ser usados sem causar danos à pele.

Causas do câncer de Pele

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) as lâmpadas utilizadas no bronzeamento artificial aumentam em 7%% os riscos do desenvolvimento de melanoma, o câncer de pele mais grave.

A carga genética também influencia no tipo de pele que é mais sensível à doença. Quem tem pele muito branca queima e fica vermelho rapidamente, o que faz com que sejam mais suscetíveis à exposição ultravioleta. Por isso, sempre que for notada alguma modificação no padrão atual das pintas, ou seja, se mudarem de cor, começarem a coçar ou mudarem de tamanho, é importante consultar um médico. A orientação vale também em casos de feridas que não cicatrizam e sangram com facilidade.

“Você só tem uma pele e você deve cuidar dela. Aprenda com os erros de outras pessoas. Não deixe que seu bronzeamento lhe impeça de ver seus filhos crescerem. Esse é o meu maior medo agora que eu tenho um garotinho de dois anos”, diz Tawny.

Fonte: Da Redação com Bolsa de Mulher

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