Bronzeamento artificial dá câncer? Médica comenta história real que chocou no Facebook

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Bronzeamento artificial dá câncer? Médica comenta história real que chocou no Facebook

Uma americana de 27 anos que desenvolveu câncer de pele após fazer bronzeamento artificial divulgou na Internet algumas fotos de seu rosto marcado pelo tratamento contra a doença. Tawny Willoughby, que é enfermeira, diz que seu objetivo ao postar as imagens – compartilhadas por mais de 50 mil pessoas – foi alertar sobre o perigo desse tipo de bronzeamento.

Em sua página no Facebook, ela contou que cresceu com uma câmera de bronzeamento em casa, o que é muito comum na região onde mora, no Alabama, Estados Unidos. Durante o ensino médio, ela fazia uso do aparelho até cinco vezes por semana. Resultado: aos 21 anos foi diagnosticada com câncer de pele e, segundo matéria publicada no The Daily Beast desde então, teve cinco vezes o carcinoma basocelular (CBC), um tipo de câncer de pele mais comum, além de um carcinoma de células escamosas.

Bronzeamento artificial faz mal?

A dermatologista Sumaya Neves, da Clínica Goa Health Club, no Rio de Janeiro, explica que o bronzeamento artificial é feito com um equipamento que funciona como o sol, emitindo raios Ultravioleta A e estimulando a produção da melanina – o pigmento da pele. “Cada 10 minutos numa câmara de bronzeamento artificial equivale a 50 minutos de sol natural no horário de radiação intensa. Essas fontes de ultravioleta A vão penetrar até a derme e provocar modificações nas células e fibras provocando rugas, manchas e até o câncer”, afirma.

Um tipo de bronzeamento artificial seguro é o a jato, que não tem contraindicação e utiliza substâncias naturais que não causam perigo para a pele. Ele pode ser repetido uma ou duas vezes por mês e, atualmente, não mancha mais a pele de amarelo como antes. Outra opção menos nociva são os cosméticos autobronzeadores, que podem ser usados sem causar danos à pele.

Causas do câncer de Pele

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) as lâmpadas utilizadas no bronzeamento artificial aumentam em 7%% os riscos do desenvolvimento de melanoma, o câncer de pele mais grave.

A carga genética também influencia no tipo de pele que é mais sensível à doença. Quem tem pele muito branca queima e fica vermelho rapidamente, o que faz com que sejam mais suscetíveis à exposição ultravioleta. Por isso, sempre que for notada alguma modificação no padrão atual das pintas, ou seja, se mudarem de cor, começarem a coçar ou mudarem de tamanho, é importante consultar um médico. A orientação vale também em casos de feridas que não cicatrizam e sangram com facilidade.

“Você só tem uma pele e você deve cuidar dela. Aprenda com os erros de outras pessoas. Não deixe que seu bronzeamento lhe impeça de ver seus filhos crescerem. Esse é o meu maior medo agora que eu tenho um garotinho de dois anos”, diz Tawny.

Fonte: Da Redação com Bolsa de Mulher

Cristiani Meller
Cristiani Meller, Analista Financeira e Gerente Comercial do Portal Mulher de Fato.

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