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A origem do dia dos namorados

Atualizado em: 12/06/2015

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As relações amorosas estão cada vez mais “modernas”. Pelo menos é o que dizem nossas avós. É verdade que, hoje em dia, o troca-troca de namorados é mais frequente. Principalmente depois da liberdade sexual, a partir da década de 1960, que permitiu mais segurança às mulheres de escolher seus companheiros – mesmo que sejam apenas temporários. Mas o romantismo! Ah, este continua o mesmo!

Com a proximidade do Dia dos Namorados, época em que os casais usam a criatividade para agradar – e seduzir ainda mais – uns aos outros, ele fica ainda mais evidente. Bem, não é à toa que as histórias de príncipes e princesas que foram felizes para sempre continuam habitando o imaginário da maioria das mulheres. “Elas querem mais liberdade e essa mudança tornou-se clara nos últimos 20 anos, porém, ao mesmo tempo, essa data começou a ser mais divulgada e comemorada do que no passado”, afirma o especialista Sergio Savian, de São Paulo, que trabalha há 27 anos com relacionamentos e mudanças de hábitos e é autor de diversos livros sobre o assunto.

Segundo os especialistas, é bom celebrar as datas. “Os rituais ajudam a fortalecer os papeis e os vínculos dos envolvidos”, completa o psicólogo Ailton Amélio da Silva, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Então, que tal conhecer um pouco mais sobre a história da data para comemorar com mais romantismo?

Tempos antigos

A história do Dia dos Namorados remonta à Roma Antiga, especificamente na época do imperador Cláudio II. Há relatos dando conta de que ele proibia o casamento durante as guerras, pois acreditava que os solteiros transformavam-se em melhores guerreiros.

Nesse período também era comum – e continuou assim por muitos e muitos anos – os casais apaixonados serem impedidos de casar. Por isso, antes de fugir ou antes das guerras, o padre Valentim fazia um casamento às escondidas, para eles receberem as bênçãos  de Deus antes de partir.

Valentim foi condenado à morte no dia 14 de fevereiro e, depois, a própria Igreja Católica transformou-o em mártir, permitindo a comemoração dessa data, celebrada inicialmente entre ingleses e franceses e, posteriormente, nos Estados Unidos.

O dia é o mesmo em que os romanos celebravam o ritual da fertilidade. Era costume, nesse período, os homens escreverem nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua namorada naquele ano – e, quem sabe, sua esposa, caso o romance vingasse.

Na Idade Média, acreditava-se também que 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, tornou-se costume, nessa época, os rapazes deixarem bilhetes de amor nas soleiras de suas amadas.

Versão nacional

No Brasil, a data não teve inicialmente uma conotação tão romântica. Ela foi trazida como ideia pelo publicitário João Dória, em 1949, quando ele havia retornado de uma viagem dos Estados Unidos.

Como junho era um mês de baixa nas vendas, os comerciantes decidiram introduzi-la no mercado às vésperas do Dia de Santo Antônio. Mas, se há ou não intenção comercial, os casais apaixonados querem mesmo é celebrar.

Fonte: Portal Ativa

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