Negócios

Facebook acusa extrajudicialmente FaceGlória por “uso indevido de marca”

Atualizado em: 07/08/2017

facegloria-1434145033853_615x300

Casos de disputa de marcas tem se espalhado pelas redes sociais e nos servem de alerta para uma questão extremamente importante para toda empresa: o registro de marca.  Se você é empresario/empreendedor, precisa estar atento não somente ao registro de marca, mas a extensão do registro a ser feito. São várias as apresentações sobre marcas, como nominativa ou mista; também são várias categorias a serem definidas – isso implica dizer que você vai precisar de um profissional para te ajudar com seu processo.

 

Reproduzimos na íntegra a matéria do site Fevereiro & Cruz, com o case de uma disputa envolvendo o Facebook.

 

Facebook acusa extrajudicialmente FaceGlória por “uso indevido de marca”

A FaceGlória — rede social brasileira que se diz “voltada para a família cristã”– recebeu uma notificação extrajudicial do Facebook por “uso indevido de marca”, segundo Acir Santos, um dos criadores da página, informou com exclusividade para o UOL.

“A rede social é como uma roda, ninguém consegue reinventá-la, apenas aperfeiçoá-la e/ou enfeitá-la. O Facebook, no entanto, não pode achar que é dono do modelo. Ele mesmo imitou, em partes, o falecido Orkut”, disse Santos. De acordo com ele, o FaceGlória é patenteado no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) –órgão ligado ao governo federal–, além de ter domínio próprio.

Na ação, os representantes legais do Facebook dizem que “embora o INPI tenha adotado posição diferente, a marca infringe a lei de Propriedade Industrial, além de ser uma reprodução parcial do Facebook.” O documento foi emitido no dia 1º de julho de 2015 , pouco menos de um mês após o lançamento da rede social voltada para cristãos, que já tinha 110 mil usuários inscritos –sendo 85 mil ativos.

Santos classificou a medida do Facebook como um “claro incômodo” ao crescimento e exposição do FaceGlória, que, segundo ele, já conta com usuários de mais de 50 países –tais como Estados Unidos, Índia, Portugal, Japão, Reino Unido, Angola, Espanha, Israel e Itália. “Vamos nos manter firme”, garantiu o criador, que diz buscar um entendimento com a rede social de Mark Zuckerberg “sem contaminar nosso conteúdo e princípios”.

Uma das soluções, segundo ele, é propor uma parceria. “Ainda não sabemos ao certo que tipo de parceria, mas quem sabe uma ação para o compartilhamento das postagens nas duas redes”, informou Santos.

O UOL entrou em contato com a assessoria de comunicação do Facebook no Brasil, mas não obteve retorno.

Fonte: Bol Notícias 

 

Negócios