Gastronomia

Especialista dá dicas de como selecionar vinhos para uma adega em casa

Atualizado em: 25/02/2016

Adega em casa - 1

O vinho entrou de vez na cesta de compra dos paraibanos. Com preços mais acessíveis, lojas especializadas e supermercados de João Pessoa oferecem rótulos nacionais e importados de boa qualidade. Assim, muitos adeptos já sonham em montar em casa a sua própria adega, garantindo um estoque mínimo para atender à todas as ocasiões, desde eventos em casa com os amigos até o consumo diário durante as refeições.

Carlos Cabral, enófilo do Pão de Açúcar, sugere o uso de uma adega resfriada, a única maneira de conservar vinhos por um longo tempo em regiões muito quentes como o Nordeste. “Para um pequeno estoque de reposição mensal, até é possível dispensar a adega, mas para vinhos que ficarão por um pouco mais de tempo, o calor é prejudicial à bebida”, comenta.
Além de conservar, a vantagem de uma adega em casa é poder aproveitar as boas promoções em supermercados e casas especializadas. Outra boa razão é ter sempre à disposição vinhos em condições perfeitas para uma reunião, jantar ou festa de maior porte em casa.

Quais vinhos ter em casa?
O enófilo do Pão de Açúcar recomenda uma variedade de rótulos para atender a diversas ocasiões. O ideal, segundo o profissional, é ter opções de vinhos brancos, roses, tintos, espumantes, fortificados (como o Porto) e outros de sobremesa, como os de colheita tardia. “Assim, conseguimos servir em qualquer ocasião e harmonizar com uma grande variedade de pratos”.
Ele defende que a seleção de vinhos estocados em casa deve respeitar as preferências do proprietário, mas indica que haja opções variadas de uvas, nacionalidades e tipos. Para quem possui uma adega pequena, com até 12 garrafas, ele recomenda a seguinte proporção: cinco tintos, três brancos, dois espumantes, um vinho do Porto e um rose.
Já para uma adega maior, com capacidade de até 30 garrafas, Cabral diz que já é possível detalhar as opções por origem. Neste caso, ele sugere 13 vinhos tintos, sendo seis da Europa e sete vinhos do Novo Mundo; já os brancos são sete garrafas, sendo três da Europa e quatro do Novo Mundo. Para fechar, ele completa com garrafas de espumante (um Champagne, uma Cava, um nacional e um rose), três garrafas de vinho rose e três garrafas de vinhos de sobremesa (um Porto Tawny, um Porto Ruby e um vinho de colheita tardia).
Sobre os vinhos brancos e espumantes, Carlos Cabral faz uma ressalva. “A grande maioria dos espumantes, assim como os vinhos brancos, só perdem qualidade com o passar do tempo e que estes vinhos devem ser guardados em casa por um período pequeno”. Ele também orienta sobre a conservação dos vinhos tintos mais encorpados: “O tempo de conservação varia de acordo com o vinho e não exste uma única regra, pois muitos fatores influem. Mas para quem quer apostar em um longo período de guarda para o consumo, o indicado é fazer isso com mais de uma garrafa e abrir uma do mesmo tipo a cada dois ou três anos para acompanhar a evolução, mas sempre lembrando que os bons vinhos se guardam na memória e não na adega”, conclui.

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