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Com apenas 14 anos, garota de Brasília acelera a 240 km/h em competições de motos

Atualizado em: 08/06/2014

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Apaixonada por motos desde os sete anos, Sarah Conessa de Moura, de 14 anos, já mostra na pista que tem talento e que gosta de velocidade. Fã, ela acompanhava pela televisão os campeonatos mundiais e nacionais de motocicletas, até que chegou sua vez. Desde o ano passado, ela é piloto da Capital Racing, equipe de motociclismo de Brasília. Com autorização dos pais, ela é federada na FADF (Federação de Automobilismo do Distrito Federal), e pode competir em qualquer Estado do Brasil
O pai, José Antonio Marques de Moura – ou Toninho, diz que desde os sete anos ela já andava com ele, na garupa, e acredita que o fato de ter sido piloto, serviu como influência para Sarah. Aos 13 anos, surpreendendo a família, ela queria aprender a conduzir motos.

— Inicialmente ela treinava no Kartódromo do Guará (DF). Ali, elá já se demonstrava uma piloto
Com começo na categoria 250 cilindradas, hoje ela compete na categoria 300 cilindradas. Sarah conta que a paixão veio dela, mas que há influência do pai e que o apoio dele foi fundamental.

— Desde que eu era pequena, meu pai sempre teve moto. Acho que eu nunca vi meu pai sem moto. Eu sempre gostei de andar na garupa, de ir aos encontros de motos.

Ela já competiu em provas em São Paulo (SP), com outros 52 pilotos. Todos homens, entre 27 e 48 anos
Mesmo piloto, a figura protetora do pai está acima do esporte. José Antônio confirma que sente medo das quedas, que aconteceram algumas vezes, sem gravidade, e manifesta a confiança na filha.

— A gente entrega na mão de Deus. Mas ela está indo bem. E além do mais, ela é treinada pra cair
Sarah, que já chegou aos 240 km/h em uma moto de 1000 cilindradas, motor equivalente a de um carro popular, diz que não temia a velocidade no início. Ela diz que queria apenas aprender a andar e que o gosto por competições surgiu depois.

— Não teve jeito. Eu me apaixonei, mesmo. E como é bom!
Na primeira vez que tocou em uma moto, a piloto conta que se assustou.

— Eu tinha que soltar a embreagem devagar e acelerar pouquinho. Aí eu soltei a embreagem de uma vez e a moto empinou. No começo eu fiquei meio assustada mas eu já adorava aquilo
A garota diz que, apesar da idade, se sente tranquila correndo contra pilotos mais velhos e fala que eles ficam um pouco impressionados, por não terem muitas meninas no esporte.

— As pessoas ficam encantadas. Elas perguntam: “Nossa, é você mesma que vai correr?”

Orgulhoso, o pai contou que nos lugares onde Sarah correu, ela era a única menina. A última competição que ela participou foi em São Paulo, no dia 2 de maio
Vaidosa, Sarah acredita que mulheres combinam com motocicletas. Em uma rede social, ela postou a frase “Quem disse que moto não combina com batom?”

Fonte: R7

 

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