Empreendedorismo

Vencedor do FashionTech utiliza técnica artesanal e algodão orgânico para criar coleção

Atualizado em: 25/02/2014

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Sustentabilidade, artesanato, eco design e responsabilidade social. Estes são os ingredientes da coleção premiada da 3ª edição do FashionTech, concurso de novos estilistas da Estação da Moda. O autor – o jovem de 18 anos Willer Moura – foi buscar no capitonê, técnica utilizada especialmente na decoração de ambientes, identidade para sua coleção, que também tem o algodão orgânico como carro-chefe da produção.

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A coleção premiada propõe uma nova perspectiva para a indústria de moda com base no eco design, contrapondo o consumismo e os efeitos nocivos que isso implica na sociedade e na natureza. “O consumismo foi a base de todo o trabalho. Me inspirei no ato compulsivo de fazer compras – em especial de produtos de moda – para enfatizar esse comportamento equivocado da sociedade, já que o consumo desenfreado ajuda a aumentar a emissão de resíduos no meio ambiente, gerando consequências terríveis”, comenta o jovem estilista. A previsão é que o processo de confecção dos looks seja iniciado no próximo mês.

Willer Moura é estudante de Design de Moda do Unipê e trabalha como estilista de uma loja de tecidos da Capital. O vencedor do FashionTech foi premiado no dia 7 de fevereiro com a confecção de uma coleção composta por 30 looks e o desfile de apresentação da coleção com todas as despesas incluídas, além de uma visita técnica ao Senai/Cetiqt, no Rio de Janeiro.

Coleção – Para o estilista, o algodão colorido se encaixa perfeitamente na proposta, já que, além de se tratar de uma inovação tecnológica da indústria têxtil, é considerado ecologicamente correto. Willer explica que o fato de já brotar colorido, o algodão orgânico dispensa o uso de corantes e de grande quantidade de água fervente. “Outra característica importante do material é que, por não apresentar corante na composição, é tido como um tecido hipoalergênico”, acrescenta.

A coleção também utiliza cetim, tecido leve e com brilho que, segundo Willer, representa a beleza, o luxo e o requinte encontrados no mercado e na indústria criativa. A coleção também prevê o uso de sarja e tule e aviamentos como zíper e entretela.

A técnica do capitonê, que também permeia a coleção, está ligada não só a uma iniciativa sustentável, mas prevê ações de responsabilidade social. “Um aspecto relevante do trabalho é a responsabilidade social, importante fator de uma produção sustentável. Como as técnicas artesanais estão muito presentes no meu trabalho, a proposta é que todo o artesanato seja desenvolvido por grupos ou associações local. Dessa forma, estaremos valorizando a mão de obra, preservando costumes, gerando renda e, assim, contribuindo para o desenvolvimento de uma região”, comentou.

Willer conta, ainda, que aprendeu a técnica do capitonê enquando pesquisava sobre diversas técnicas artesanais para criar a coleção proposta no FashionTech. “Dentro dessa pesquisa, me interessei pela textura do capitonê – usado para decorar almofadas e colchas de cama – e imaginei uma nova forma de usar aquela textura na moda. Fiz testes, experimentei vários pontos, dominei a técnica, e vi que a textura e o modo de produção se encaixavam perfeitamente na proposta do meu projeto”, acrescentou. Na coleção, ele utilizará os pontos ‘folha’ e ‘concha’.
Fonte:Assessoria

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