Economia

15 mulheres que superaram desafios e criaram negócios de sucesso

Atualizado em: 17/11/2017

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As mulheres, cada vez mais, são donas de negócios próprios. Segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor, elas já representam mais da metade dos empreendedores no país, com 51,2% de participação no mundo da criação de negócios.

 

 

 

 

Elas passaram pelos mais diversos desafios – desde depressão até falta de tecnologias disponíveis no país – e, hoje, fazem sucesso com suas ideias.

1. Adamaris Galluci, Melissa e Selene Sidney – Universo do Brigadeiro

Melissa Gallucci Sidney, Adamaris Gallucci e Selene Gallucci Sidney (Divulgação)

As chamadas “brigaderias” já viraram um negócio da moda: ao menos em capitais como São Paulo, é comum ver lojas e negócios móveis comercializando apenas o brigadeiro, em diversos sabores.

Não era diferente para as irmãs gêmeas Melissa e Selene Sidney e para a mãe Adamaris Gallucci: as três empreendedoras (e parentes) se uniram para abrir a loja Universo do Brigadeiro, há um ano e meio.

Porém, uma ideia acabaria fazendo o negócio se destacar no mercado de brigaderias: a adoção de um esquema de rodízio, até então visto apenas em churrascarias e pizzarias.

O Universo do Brigadeiro chega a comercializar até 2 mil brigadeiros apenas durante o fim de semana – incluindo o rodízio e encomendas. Na semana, vende cerca de 800 docinhos.

2. Ana Gomes e Lívia Mangini – Magnólia Comunicação

Ana Gomes e Lívia Mangini (Divulgação)

Especialmente em tempos de crise econômica, todo centavo conta na hora de abrir e administrar um negócio. É preciso cortar tudo que for desnecessário para que a empresa realmente cresça.

As empreendedoras Ana Gomes e Lívia Mangini levam esse conselho à sério: elas começaram sua própria agência de eventos no apartamento de Mangini, com 10 mil reais e nenhum funcionário a mais.

O hábito de reinvestir o lucro obtido fez com que a Magnólia Comunicação, como foi batizado o empreendimento, expandisse: em 2016, o negócio já acumulou um faturamento de 1,3 milhão de reais.

3. Ana Luisa Correard – M’ana

Funcionária da M’ana em ação (Reprodução/Facebook)

Foi com uma ideia na cabeça, pouco dinheiro no bolso e algumas ferramentas em mãos que a paulistana Ana Luisa Correard, de 28 anos, deu início a um negócio inovador.

A “M’ana – Mulher Conserta pra Mulher” é uma empresa que, como o próprio nome já diz, oferece serviços de manutenção doméstica feitos apenas por mulheres e para mulheres.

Mesmo sem ter fundos para investir, em agosto de 2015 a jovem reuniu a experiência e os utensílios que já utilizava em sua casa e deu o pontapé inicial em seu negócio. Os atendimentos incluiriam desde serviços de manutenção básica a até mesmo pinturas e revestimentos.

A primeira postagem de divulgação, feita no Facebook, alcançou mais de mil compartilhamentos em menos de 24 horas. A partir disso, o telefone não parou mais de tocar.

4. Anielle Guedes – Urban 3D

Anielle Guedes, fundadora da Urban 3D (Divulgação)

A falta de moradia adequada é um dos maiores desafios globais hoje. No Brasil, mais de 11 milhões de pessoas vivem em favelas, segundo dados do último Censo. E a jovem empreendedora Anielle Guedes quer ajudar a acabar com esse problema.

Com apenas 23 anos, Anielle é dona da Urban 3D, uma startup que tem chamado a atenção da ONU e do governo norte-americano. A empresa quer “apenas” revolucionar uma das indústrias mais estratégicas do mundo: a construção civil. Como? Usando tecnologias de ponta como robótica, impressão 3D, internet das coisas e softwares avançados de gestão.

5. Alzira Ramos – Fábrica de Bolo da Vó Alzira

Alzira Ramos, fundadora da Fábrica de Bolos da Vó Alzira (Divulgação)

Alzira Ramos estava passando por uma época difícil alguns anos atrás: sua família estava com dificuldades econômicas e ela precisava ajudar a complementar a renda da casa. Diante disso, um amigo do marido de Alzira, que tinha um botequim, pediu que ela fizesse um bolo para vender no local. Esse foi o começo de um grande negócio.

O primeiro doce levou a outros cinco, dez: as pessoas cada vez mais se interessavam pelos bolos da cozinheira, perguntando ao dono do botequim quem havia feito e onde era possível encomendar mais.

O sucesso foi tanto que a Fábrica de Bolo da Vó Alzira, hoje, é uma rede de franquias com 190 unidades e que já se prepara para operar no exterior.

6. Beth Viveiros – Beth Bakery

Beth Viveiros, que criou a padaria Beth Bakery (Juliana Matos/Facebook)

A carreira de Beth Viveiros andava muito bem: trabalhando há mais de 20 anos na área de engenharia, ela estava empregada na gigante de tecnologia Google. Só havia um problema: ela não se sentia realizada, já que seu sonho sempre foi criar um negócio próprio.

Por isso, no ano de 2013, Beth tomou uma grande decisão – saiu do emprego e decidiu abrir um negócio no ramo de alimentação, que sempre foi uma paixão sua. Ela já cozinhava para parentes e amigos, e decidiu profissionalizar o hobby.

Hoje, a padaria Beth Bakery faz sucesso com uma proposta inovadora: ela funciona como um clube de assinatura online, no qual é possível selecionar a quantidade e o tipo de pães que serão recebidos todas as semanas.

7. Cibele Paiva – La Belle Scens

Cibele Paiva, da La Belle Scens (Renata Muniz/Divulgação)

Cibele Paiva era uma executiva apaixonada por perfumes. Mas sua vida virou de cabeça para baixo com a chegada do seu bebê: ela sofreu de depressão pós-parto, após desenvolver diabetes gestacional.

Ela se sentia sobrecarregada, mas os projetos da empresa de implantar fibra óptica no Brasil para a Copa do Mundo não podiam esperar. Quando finalmente conseguiu se desligar da empresa, quatro anos depois que o filho nasceu, Cibele precisava aliviar seu sofrimento.

Começou, então, a estudar sozinha sobre perfumes no YouTube, sua paixão desde a época em que era gerente de loja, há mais de 15 anos. Nos dois meses seguintes, ela produziu mais 800 frascos para vender e faturou 18 mil reais. Tudo isso ajudou Cibele a montar a La Belle Scens, empresa especializada em aromatização profissional. O negócio tem cerca de 200 clientes fixos, entre empresas e pessoas físicas.

8. Gabriela de Almeida e Raissa Próspero – Bolsa 150

Gabriela de Almeida e Raissa Próspero, do Bolsa150 (Bolsa150/Divulgação)

Não é preciso investir muito dinheiro para criar um negócio de sucesso – basta estudar muito seu mercado de atuação e saber se planejar.

É isso que provam as empreendedoras Gabriela de Almeida e Raissa Próspero: em 2012, a dermatologista e a jornalista investiram 5 mil reais na sua loja virtual de bolsas, chamada Bolsa 150.

O risco calculado valeu a pena: em 2015, o negócio faturou um milhão de reais – e, para este ano, a meta é crescer o faturamento em 30%.

9. Karen Kanaan – Baby&Me

A publicitária Karen Kanaan, com marido e o filho (Divulgação)

Quem diria que uma alergia a medicamentos do filho de dois anos iria levar a publicitária Karen Sahade Kanaan, 38 anos, a ter um insight para um negócio inovador – uma linha de produtos práticos para ajudar pais e bebês.

Karen logo viu que um protetor de colchão tradicional para berço não era bom o suficiente e, com a estrutura da fábrica da sócia, ela criou em junho de 2015 a Baby&Me, uma linha de produtos práticos para bebês.

A ideia chamou a atenção de sites de comércio eletrônico focados no público infantil. Depois de oito meses, também chegou no varejo, em supermercados como St Marche e redes de farmácia como a Panvel.

Hoje, a Baby&Me é distribuída em 150 pontos comerciais, já contabilizando os sites de comércio eletrônico. No primeiro ano, o faturamento do negócio atingiu 250 mil reais.

10. Paola Carosella – Arturito e La Guapa

Paola Carosella, no restaurante La Guapa (Divulgação)

Quando terminou o ensino médio, Paola Carosella enfrentou um dilema pelo qual muitos empreendedores passam: não se identificar com nenhuma das carreiras que lhe são apresentadas.

Quem assiste ao programa de culinária Masterchef conhece o final dessa história: Paola tornou-se uma chef de cozinha – e, depois, uma empreendedora do ramo gastronômico.

Ela abriu seu primeiro restaurante, chamado Julia Cocina, em 2003. Depois inaugurou outros dois estabelecimentos, que operam até hoje e são mais conhecidos pelo público que assiste ao programa transmitido pela Band: o clássico mediterrâneo Arturito, em 2008, e o café de empanadas e doces latinos artesanais La Guapa, em 2014.

Em entrevista a Exame.com, Carosella falou sobre sua história empreendedora, seu estilo de gestão nos restaurantes e seus conselhos para quem também quer empreender no ramo gastronômico.

11. Sabrina Nunes – Francisca Joias

Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias (Divulgação)

A empreendedora Sabrina Nunes, de 31 anos, já fez de tudo um pouco para conseguir dinheiro. Ela conta que, quando morava com a família no interior de Minas Gerais, chegou a trabalhar por alguns meses no corte de cana no estado vizinho de Mato Grosso do Sul.

Também já foi garçonete, vendeu picolé, roupas e teve um restaurante. Isso antes de se mudar para o Rio de Janeiro, onde criou a Francisca Joias, site para venda de semijoias que hoje fatura nada menos que 1,8 milhão de reais.

12. Sabrina Schmidt – Pipoca de Colher

Sabrina Schmidt, da Pipoca de Colher (Bruno Girão/Divulgação)

Sabrina Schmidt percebeu que era apaixonada por pipoca por volta dos 13 anos: dando uma volta pelo parque de diversões paulista Playcenter, conheceu um quiosque de pipocas de vários sabores. Ela pensou em como seria bom ter um negócio que também vendesse pipocas.

Mas, como para muita gente, a vida seguiu e Schmidt teve de se adaptar às carreiras tradicionais do mercado de trabalho. A carioca se tornou diretora de produtos de uma empresa de venda direta. Tudo seguia seu curso normal até que, em 2015, a corporação faliu. Desempregada, Schmidt decidiu que essa era a hora de reviver seu sonho de infância.

Assim nasceu a Pipoca de Colher: um negócio especializado em pipocas funcionais, que trazem benefícios para a saúde e poucas calorias. Em pouco mais de um ano de empresa, a Pipoca de Colher já faturou 300 mil reais e chegou a 300 pontos de venda.

13. Tania Gomes – 33e34

Tania Gomes e sapatos da 33e34 (Divulgação)

Você provavelmente conhece alguma mulher que calça sapatos na numeração 33 e 34. Pode não parecer, mas elas são muitas: estamos falando de um mercado estimado em cinco milhões de consumidoras, apenas no Brasil.

Uma dessas mulheres é Tania Gomes: ela era mais uma que tinha dificuldades para encontrar calçados e fazia visitas frequentes à seção infantil. Tania decidiu parar de aceitar essa situação e, de quebra, ajudar todas as suas companheiras de número a terem sapatos bonitos e na numeração correta.

A solução encontrada foi criar sua própria loja virtual em 2015, chamada 33e34. O negócio deu tão certo que, no seu primeiro ano de operação, vendeu sete mil pares de sapato. Hoje, 18 mil mulheres estão cadastradas na loja virtual para receber novidades.

14. Vivi Andreozzi – Instituto Divas

Vivi Andreozzi, do Instituto Divas (Instituto Divas/Divulgação)

Não é preciso ter muito capital ou necessariamente trazer uma disrupção para começar um negócio – basta conhecer bem as oportunidades no local em que você irá atuar e, acima de tudo, ter muita dedicação.

Foi assim que a empreendedora Vivi Andreozzi alcançou o sucesso: ela começou em casa, atuando com depilação, um dos serviços mais tradicionais do mundo da beleza. Com anos de experiência, percebeu uma demanda por qualificação dos funcionários do setor e resolveu aproveitar tal oportunidade.

Assim nasceu o Instituto Divas, uma franqueadora de escolas na área de beleza. O negócio, que começou com um investimento de dez mil reais, alcançou este ano seu primeiro milhão – e tem metas ambiciosas de expansão.

15. Yvone Lobato – Fit Laser

Yvone Lobato, da Fit Laser (Divulgação)

A empreendedora mineira Yvone Lobato trabalha com costura e artesanato há 32 anos. Por isso, conhece bem as dificuldades que os artesãos encontram na hora de confeccionar detalhes para uma peça.

Foi essa experiência que levou a empreendedora a inventar uma máquina para facilitar a vida de quem atua nesse ramo: a Fit Laser. A invenção mudou a trajetória empreendedora de Yvone e hoje rende um faturamento anual de 2,8 milhões de reais.

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