Dinheiro e Finanças

Como acabar com uma grande dívida em três meses

Atualizado em: 26/05/2015

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Ficar livre de uma dívida já não é fácil, pior ainda se o desafio for sair do vermelho em um período de crise econômica. Com o orçamento apertado, é preciso não só priorizar os pagamentos de modo estratégico, mas também fazer cortes mais bruscos no orçamento, como orienta a professora de contabilidade e gestão financeira do IBE-FGV, Eliza Lippe.

Para as mais disciplinadas, a boa notícia é que a mudança de hábitos pode trazer um retorno bem rápido. A estimativa da especialista é que uma pessoa que reorganize seu orçamento, corte supérfluos e renegocie suas dívidas, consiga ficar livre de suas dívidas em três meses. Para essa avaliação, ela toma por base uma pessoa com uma renda mensal de R$ 2 mil e dívidas que variem de R$ 6 mil a R$ 8 mil (considerando os custos fixos e o endividamento). “Se a pessoa tiver uma boa educação financeira, ter a consciência de gastar só com aquilo que realmente precisa, tenha plena certeza que em três meses ela estará organizada”, reafirma.

PRIORIDADE NOS PAGAMENTOS

Na hora de organizar as contas pendentes, a especialista reforça a necessidade de quitar as dívidas com os juros mais altos, ou seja, que trazem um impacto mais forte para o orçamento, como é o caso da dívida no cartão de crédito ou cheque especial. “Procure uma renegociação, mas é importante que você pague as dívidas com taxas mais altas primeiramente. Alguns lugares não permitem renegociação, como é o caso de algumas lojas. Nestes casos, busque um empréstimo com taxas menores, para que você consiga priorizar o pagamento da dívida mais cara, ou mesmo um empréstimo com uma pessoa próxima da família”, orienta.

A prioridade deve ser para as dívidas com taxas mais altas porque elas têm maior potencial para tornarem-se bolas de neve com os juros mensais. Caso a opção seja pedir um empréstimo com um familiar, a professora salienta a importância de garantir a credibilidade da palavra, com a maior transparência possível. “Tudo isso é resolvido com diálogo. Se você vai pedir um empréstimo e não tem condições de pagar tudo de uma só vez, converse com a pessoa, parcele o pagamento para você possa quitar o pegou emprestado”.

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CORTE NAS DESPESAS

Para saber ao certo quais gastos devem ser cortados para aliviar o orçamento, é preciso ter um detalhamento de como seu dinheiro anda saindo do seu bolso. “Organize uma planilha, com os gastos todos descriminados, para que assim você possa avaliar o quanto anda pagando pelos serviços e aquilo que pode ser cortado neste momento”, pontua.

O corte de supérfluos deve ser feito em várias frentes, desde a redução das refeições fora de casa até os passeios em família. “Você só vai conseguir quitar uma dívida mesmo durante o período de crise se conseguir equalizar essa dívida com o quanto você recebe. Se tinha o costume de comer fora de casa muitas vezes por semana, vai precisar fazer um esforço para comer em casa mais vezes. Se aos fins de semana costuma sair com as crianças para arejar a cabeça, será preciso pensar em formas de entreter as crianças sem gastar dinheiro”, reforça.

A tentação das promoções também pode ser uma armadilha, como salienta a especialista. Uma sapatilha por R$ 29,90 pode fazer os olhos brilharem diante da vitrine, mas o bom senso precisa falar mais alto. “Se você não está precisando realmente de uma sapatilha, esses R$ 29,90 podem fazer falta para completar o pagamento da fatura do cartão de crédito. Antes de fazer qualquer compra, questione-se: eu realmente preciso disso? Posso comprar em outro momento? Isso que quero comprar vai me servir por quanto tempo?”, recomenda.

Lembre-se sempre que os sacrifícios com os cortes serão temporários e que este período de dificuldade lhe trará um grande aprendizado, para que você repense seus hábitos de consumo. Em tempos de crise, é preciso redobrar a proteção com o nosso dinheiro. Já que os tempos estão difíceis e ainda não sabemos quando virá uma estabilização, é hora de assumir as rédeas do orçamento e colocar a vida financeira em dia, para que o sufoco não seja ainda pior lá na frente.

 

Fonte: Da Redação com Finanças Femininas

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