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Carboidrato: mocinho ou vilão? Nutricionista esclarece

Atualizado em: 30/05/2016

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Atualmente, as pessoas tem bastante preocupação sobre a alimentação, e muito se fala sobre diminuir o consumo de carboidrato, especialmente no caso de quem deseja emagrecer, alguns até excluem totalmente, e outros querem comer bastante para aumentar o índice de massa corporal.

Confere a matéria que reproduzimos na íntegra.

O assunto causa muita controvérsia. Mas é válido lembrar que os carboidratos têm papel fundamental na saúde.

Andrea Rahal, nutricionista esportiva funcional do espaço de saúde personalizada P4B, os carboidratos têm a finalidade de fornecer energia ao corpo. “Mas precisamos fazer as escolhas certas para que tenhamos benefícios com o seu consumo. Dependendo do objetivo da pessoa, é importante fazer uma estratégia alimentar para que ela possa sentir os benefícios. É bom evitar o consumo de doces, bebida alcoólica, massas e pães refinados, principalmente para pessoas que querem perder peso. O carboidrato pode ser um aliado, mas também pode destruir com o seu objetivo”, diz.

De acordo com a nutricionista funcional Helouse Odebrecht, alguns dos principais benefícios dos carboidratos citados na literatura são:

  • Fontes de energia alimentar;
  • Atuam como um dos componentes da membrana celular que intermediam algumas formas de comunicação intercelular;
  • No exercício, promovem demanda energética e redução do uso de glicose endógena;
  • Importantes para formação de células imunológicas;
  • Manutenção de glicemia;
  • Importantes para o metabolismo e funcionamento da tireoide, mucosa gastrointestinal e metabolismo oxidativo.

Vale lembrar que existem diferentes tipos de carboidratos. “O nosso corpo converte todos os carboidratos em glicose. A glicose é o combustível das nossas células para produzir calor e energia com que nos movemos! É indispensável classificá-los em função do açúcar que contêm e a forma como este açúcar é assimilado e convertido em glicose”, diz Andrea.

A nutricionista explica que existem carboidratos complexos e simples:

  1. Os carboidratos complexos são alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras; sendo, portanto, mais saudáveis. “Normalmente têm pouco conteúdo glicêmico (pouco açúcar simples) e incluem: batata doce, mandioca, inhame, abóbora, arroz integral”, diz.
  2. O segundo tipo, carboidratos simples, inclui açúcares, frutas e sucos de frutas, doces e sorvetes. “São altamente glicêmicos e quase sempre absorvidos imediatamente pelo corpo”, diz Andrea.

Dessa forma, vale destacar: “não é o carboidrato que oferece risco ou desvantagem na dieta, e, sim, o tipo de carboidrato que atualmente a população está consumindo. Então, incluir bons carboidratos na alimentação, carboidratos naturais e não industrializados, como raízes, feijão, milho, castanhas, vegetais, frutas, não é maléfico”, diz Helouse.

Neste contexto, você confere abaixo os principais esclarecimentos sobre o consumo de carboidrato, a fim de entender que, na verdade, ele não pode ser considerado nem um “vilão”, nem um “mocinho”.

Carboidratos integrais X refinados: qual escolher?

Foto: Getty Images

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Neste caso, a resposta é simples. Helouse explica que o alimento integral permanece de forma mais íntegra, contendo então mais nutrientes e fibras. “Sendo, assim, vantajoso pela sua qualidade nutricional.”

Os carboidratos integrais mais conhecidos pela população são:

  • Pão integral;
  • Biscoitos integrais;
  • Arroz integral;
  • Macarrão integral.

“Vale lembrar que estes são produtos e, no caso do pão e macarrão, feitos à base de farinha de trigo, muitas vezes na forma de mix, misturado farinha branca e integral”, explica Helouse.

Andrea ressalta que as pessoas não se devem enganar com “falsos produtos integrais”. “A maioria tem uma quantidade muito maior de farinha branca do que integral”, alerta.

Os carboidratos refinados, por vez, são aqueles que já passam por processamento químico para retirada da sua parte externa, sobrando a parte interna mais rica em amido. “A desvantagem é uma redução da qualidade nutricional e aumento do índice glicêmico por perder a fibra, ou seja, aumenta a sua capacidade de liberar glicose para o sangue de forma mais rápida, o que pode aumentar índices de câncer, diabete, sobrepeso, obesidade, colesterol aumentado, quando esse tipo de carboidrato é consumido em excesso”, explica Helouse.

Exemplos de carboidratos refinados são:

  • Farinha branca;
  • Açúcar;
  • Massas;
  • Arroz branco.

Para Andrea, o importante é optar pelos carboidratos com índice glicêmico mais baixo, ou seja, que oferecem menos pico de açúcar no sangue. Exemplos: batata doce, inhame, mandioca, abóbora, arroz integral, entre outros.

Fonte: Dicas de Mulher.

 

 

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