Cultura

Valdi-Valdi em entrevista sobre a arte na rua

Atualizado em: 29/06/2016

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Super talentoso e bastante influente no universo da cultura e arte, o site Design Cultura, o entrevistou , confere:

1- Antes de tudo gostaria de agradecer nos permitir ter a honra de entrevistá-lo, nos conte mais de como começou o seu interesse por Graffiti e arte de rua?

Primeiramente agradeço o convite e parabenizo o pessoal da Design Culture pela qualidade do conteúdo! Bom, comecei no Graffiti há uns 10 anos, mas gosto de desenhar desde que me entendo por gente. Sempre fui aquele rapaz que fica no fundo da sala desenhando. Além disso, tive contato com o ambiente urbano ainda novo, quando andava de skate ali pelos 13 anos de idade. Desde então a rua foi um lugar cativo para mim. Mais tarde chegando na faculdade conheci um pessoal que já pintava nas ruas e rapidamente fiz amizade. Em pouco tempo estava me aventurando com o spray, conhecendo a cultura do graffiti desenhando por aí. O interesse na arte urbana foi muito forte porque me motivou demais a evoluir como artista e como pessoa. Porque quando você desenha em seu caderno ninguém pode te julgar, mas quando você vai pra rua e pinta um muro, seu trabalho é visto e você deve mostrar seu valor.

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2- Nos fale mais quais são suas referências, mentores e pessoas que o inspiram ao longo desses anos?

Essa perguntar é sempre muito complexa de se responder. Há muitas referências, pessoas e elementos que te influenciam ao longo dos anos. Como artista você acaba deixando sua mente em constante prontidão, alimentando-se de tudo que faz parte da sua vida. Mas partindo do princípio, meu pai sempre foi um excelente desenhista e desde muito cedo me levou para conhecer galerias de artes e bibliotecas com livros artísticos. Meus pais são apaixonados por conhecimento e isso me fez ter uma base muito rica culturalmente. Peguei muita referência da arte renascentista e em especial pelo gênio alemão Albrecht Durer, no qual meu pai é um grande admirador. Esse contato com as artes clássicas é uma influência que tive desde criança. Posteriormente uni esta vertente com os desenhos japoneses, mangas e quadrinhos. Realmente foi meu inicio na caminhada como artista, esta fusão do velho com o novo.

Ao longo dos anos, ainda me baseando na cultura oriental (Miyamoto Musashi), busquei uma evolução constante. Independente de qual seria a referência, entendi que eu precisava me dedicar com afinco para conseguir ser um artista. Me dediquei em técnica e estilo durante esses anos todos, sem intervalos, buscando uma identidade própria e um entendimento mais amplo do que é arte. Ainda estou longe do fim mas acredito ter encontrando um meio de continuar caminhando cada vez mais longe.

Além disso, tive incríveis mentores no graffiti. Conheci aqui em Florianópolis ainda no início, dois grandes graffiteiros, personagens que fizeram a cena local crescer como se fosse uma grande cidade. Atualmente meus grandes amigos: João Vejam e Rodrigo Rizo, realmente me ensinaram tudo que sei sobre a arte urbana. Adquiri um grande conhecimento técnico com eles, sobre o uso do spray e utilização das cores. Mas o mais importante foi aprender sobre a conduta do graffiteiro, sobre atitude e respeito. Esses aprendizados me transformaram como artista e como pessoa, e tudo que conquistei até hoje é baseado nessa vivência.

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Fonte: Design Culture.

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