Cotidiano

SOS: Perdi o emprego

Atualizado em: 23/05/2015

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A tão temida demissão aconteceu, as contas continuam chegando em casa, o país está em crise e você já perdeu todos os cabelos que podia com tanta preocupação. O momento é realmente crítico, mas sempre existe uma forma de encontrar uma saída, mesmo nas situações mais difíceis.

Para quem está nesta situação e precisa encontrar um novo norte na vida profissional, é hora de levantar as mangas e colocar em prática algumas orientações que daremos agora. A professora do IBE-FGV, Elisabete Oliveira, especialista em Recursos Humanos, Liderança e Coaching Executivo, frisa que o momento não é de contratações, mas de substituições pontuais. Algumas empresas estão usando este momento de corte no quadro de funcionários para também fazerem algumas reposições em cargos estratégicos. Sendo assim, se você trabalha com algo muito específico e tem algum tipo de experiência que conta muito como diferencial, fique atenta ao mercado, pois existem chances de encontrar oportunidades em meio a estes cortes.

Ainda de acordo com a especialista, este é o momento de buscar o reposicionamento de modo estratégico. “Ainda existem ofertas, procure empresas sérias e a ajuda de um profissional de coaching para melhorar a apresentação do currículo e buscas por oportunidades melhores”, completa.

Se você esgotou as tentativas que tinha em sua área de atuação, ela aponta um outro direcionamento. “É preciso buscar outras alternativas, como prestar consultoria, dar aulas sobre sua especialidade ou mesmo planejar-se para o empreendedorismo”, aconselha.

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A jornalista Naiara Bertão passou por essa difícil situação recentemente e conta o que tem feito para dar a volta por cima, confiram o depoimento dela:

“Sou jornalista especializada em Economia e Negócios e escrevi nos últimos meses matérias que o tema desemprego sempre aparecia. Trabalhava em uma grande revista de circulação nacional e, por mais que soubesse que sou uma boa profissional, não ignorei o risco de incorporar as estatísticas de desemprego. Por ser uma pessoa muito inquieta, com uma boa rede de relacionamentos, logo que fui desligada já tinha planos. E isso me ajudou MUITO a manter a calma. Se ver sendo demitida não é fácil. Eu chorei, me senti inútil, me questionei se deveria continuar morando em São Paulo ou se voltaria para o interior (meus pais são de lá) e estudaria para concurso público. O que me ajudou a me acalmar foram essencialmente dois fatores.

O primeiro deles foi o apoio de amigos e família, que, nessas horas, te dão um suporte muito grande para sua auto-estima voltar a subir e você retomar sua auto-confiança. E o segundo foi o famoso Plano B. Eu sempre fui muito inquieta, sempre toquei projetos paralelos, voluntários, e quando comecei a sentir que o clima de demissões estava pairando no ar da empresa, logo fui colocar no papel o Plano B. Comecei a pensar no que gostaria de fazer, o que me dá prazer, quais os meus talentos e o mais importante: quais os sonhos que eu engavetei por falta de tempo.

Eu me deparei com diversas coisas: colaborar mais para os sites que eu já colaborava como uma forma de manter minha mente e escrita ativa; praticar mais esporte para cuidar da saúde; aprender a cozinhar (ainda estou em processo); e desengavetei meu sonho de escrever um livro: hoje estou com um projeto bem bacana de um livro para Inquietos, pessoas que, como eu, querem abraçar o mundo, mas precisam de foco e disciplina para realizar e transformar essa energia em legado.

Logo que fui desligada eu viajei para o interior, passei uma semana com meus pais, coloquei algumas leituras em dia, fui para a economia, brinquei com a minha cachorra, repus a energia e já comecei a disparar e-mails para marcar entrevistas para o meu livro. Na semana em que voltei para São Paulo já tinha várias reuniões marcadas, vários cafés com pessoas conhecidas para estreitar melhor os laços e o networking e comecei a pensar em uma pós-graduação. Hoje eu já estou com o blog e redes sociais do livro criados (para divulgar bastidores do livro, entrevistas com personagens e compartilhar notícias) e também me matriculei em um curso de pós-graduação em Economia na FIPE.

Também assumi as rédeas da Comunicação de uma ONG que já ajudava timidamente, o que, para mim, é um grande aprendizado. Fonte de renda ainda não consegui, mas está a caminho.”

Naiara deixa ainda três dicas fundamentais para quem busca um novo emprego.

1) tenha um Plano B que não necessariamente envolva dinheiro (para você se ocupar e não ficar na TV o dia todo);
2) mantenha a calma, não se afobe e planeje a sua vida (é a hora que você tem para fazer isso);
3) seja otimista e positiva (faz MUITA diferença e está diretamente ligada à auto-confiança).

Se o desemprego está tirando seu sono, tente manter a calma e saiba que essa situação é temporária. Todo mundo está sujeito a ser surpreendido em tempos difíceis, mas você precisa colocar a cabeça no lugar para encontrar a melhor saída. Esperamos que as dicas tenham sido úteis!

 

Fonte: Da Redação com Fianças Femininas

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