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Refugiados: 50 milhões de histórias por trás da foto

Atualizado em: 22/06/2014

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A agência da ONU para os refugiados (Acnur) pediu a fotógrafos que documentam zonas de guerras que contassem as histórias de refugiados fotografados por eles.
O resultado são narrativas de esperança e resistência de milhares de pessoas forçadas a deixar as suas casas.
Segundo a ONU, o número de refugiados e de deslocados internamente é o maior desde a Segunda Guerra Mundial: 50 milhões.
O número foi inflado pelos conflitos na Síria, Sudão do Sul e República Centro-Africana.

onu1O fotojornalista britânico Jason Tanner diz: “Passei quase dois anos adiando a decisão sobre como tratar e fotografar o tema da violência sexual em conflitos. Produzir fotos ‘anônimas’, para proteger a identidade dos fotografados, é uma das tarefas mais desafiadoras de um fotógrafo. O testemunho tocante de Maria [nome trocado] e as circunstâncias da entrevista me lembraram da obrigação de proteger, da responsabilidade e obrigação que temos como fotógrafos de retribuir a confiança, os riscos, e, às vezes, a coragem dos refugiados”.

onu2Sebastian Rich, fotógrafo britânico e cinegrafista com muitas tatuagens, diz: “Em um campo no Sudão do Sul, uma menina de sete anos me seguia enquanto eu tirava fotos da vida cotidiana. De vez em quando, uma mão pequena e quente me segurava gentilmente pelo pulso. Olhei para baixo e a vi atentamente observando várias borboletas. Meu intérprete, Mohammad, disse: ‘Ela está dizendo que o campo de refugiados é tão sujo e cheio de poeira que ela queria pegar as borboletas de seus braços e colocá-las em seus bolsos para manter as asas limpas e macias'”.

onu3Andrew McConnell, que fotografou a refugiada síria Saada, de 102 anos, diz: “Saada é uma mulher resiliente. Ela perdeu sete de seus dez filhos ainda jovens, seu marido há 13 anos e, agora, seu país”.

onu4Helene Caux, que esteve em Burkina Faso durante trabalho para a Acnur, contou: “Eu estava quase desistindo de tirar fotografias neste ambiente excruciante quando vi esta garotinha de pé na minha frente, em meio a uma tempestade de areia. Descobri, depois, que o nome dela era Assafa e que ela tinha seis anos de idade. Assafa me disse que queria ser professora, e que queria voltar para sua casa no Mali.

onu5O fotógrafo Phil Behan diz que ficou “imediatamente impressionado” com a idade da mulher que registrou. “O nome dela é Rasoul. Aos 75 anos de idade ela foi forçada a deixar sua casa devido à violência sectária no Estado de Rakhine, em Myanmar. Depois de fotografá-la, pensei: ‘Como uma pessoa dessa idade lida com essas circunstâncias?'”

 

Fonte: BBC

 

 

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