Cotidiano

Os principais sinais de que é hora de fechar o próprio negócio

Atualizado em: 30/07/2015

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Aquela situação desagradável de sentir um desânimo fora do normal ao acordar e perceber que é hora de ir ao escritório, perder totalmente a paciência com as tarefas do dia-a-dia e, aos poucos, notar que o péssimo humor também está afetando a relação com os colegas e chefes, é algo que muita gente enfrenta. Pode ser uma crise passageira, bem como a gota d’água para uma mudança radical na vida.

Também não é raro ver que este momento de crise seja o pontapé para dar os primeiros passos como empreendedora. Aquele antigo sonho de ganhar dinheiro fazendo algo que gosta ou tem muita habilidade e nunca mais ter chefe. Colocar um empreendimento de pé não é simples e a satisfação de ver a empreitada dar certo não tem explicação. O problema é que, muitas vezes, é justamente essa paixão pela ideia que limita a visão crítica da empreendedora e gera problemas irremediáveis para o empreendimento.

 

Se você está com dificuldades para manter seu negócio de portas abertas, mas não consegue diagnosticar se a situação é remediável ou não, é hora de rever tudo que fez até agora para avaliar qual é a gravidade de sua crise. A respeito deste assunto, conversamos com a professora do IBE-FGV Eliza Lippe, especialista em contabilidade e gestão financeira.

Os fatores que levam a uma crise 

A falta de planejamento e a ansiedade para dar início a um empreendimento são os primeiros passos para os problemas financeiros, conforme destaca a especialista.

“O endividamento no caso de trabalhos autônomos é um desafio para as pessoas, pois muitas vezes elas investem o dinheiro que tem guardado, contam com o dinheiro do Fundo de Garantia que receberão da antiga empresa para dar início a este empreendimento. Assim, as pessoas muitas vezes simplesmente abrem o negócio sem realizar antes uma pesquisa de mercado para ver as reais necessidades dos seus possíveis clientes. Quando isso acontece, em menos de um ano o empreendimento já começa a apresentar endividamento, pois para se abrir um negócio é necessário que tenha parceria com um escritório de contabilidade, pagamento de impostos, pagamento de mensalidade para o escritório e todas essas contas, somadas com outras como aluguel, impostos acabam deixando a empresa endividada se a dona não organizar as suas finanças“.

Ela pontua ainda alguns fatores que podem gerar uma crise:

1) No primeiro ano a empresa paga mais impostos do que a receita pode suprir, ou seja, a receita não está pagando o seu trabalho;

2) As contas mais simples deixam de ser pagas e podem gerar uma bola de neve em dívidas;

3) Quando a empresa já tem mais despesas do que receita. A dona e sua possível sócia/sócio não conseguem mais crédito para mantê-la aberta.

As causas mais comuns para os problemas financeiros

As origens dos problemas financeiros podem ser muitas, mas a falta de conhecimento é a mais frequente. “Podemos citar primeiramente a falta de uma pesquisa de mercado para verificar as reais necessidades de seus possíveis clientes. Elenca-se também a falta de habilidade em colocar no papel as suas despesas e receitas para fazer os balanços de ganhos e gastos. A falta de conhecimento sobre o negócio, ou seja, por exemplo, as pessoas podem falar assim: ‘por fora parecia algo rentável, mas quando abrimos o negócio vimos que era mais complicado e que a rentabilidade demora a voltar’. Por fim, quando o negocio começa a ir mal, a pessoa não procura ajuda de um consultor para lhe ajudar a sair da crise“, explica.

Quem precisar do auxílio de uma consultoria, pode buscar gratuitamente no Sebrae, lembra a especialista. O importante é manter a calma e procurar o apoio de pessoas especializadas para encontrar um novo ângulo e enfrentar os problemas.

 

Fonte: Da Redação com Finanças Femininas

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