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GRAVIDEZ PSICOLÓGICA É UM TRANSTORNO: SAIBA COMO IDENTIFICAR E TRATAR!

Atualizado em: 17/04/2015

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O problema gera vários sintomas de uma gestação real, como a produção de leite e enjoos. Geralmente isso acontece devido a traumas do passado e tentativas frustadas de engravidar. Leia mais!

 

No final de 2013, um caso de gravidez psicológica aconteceu na cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e os médicos só perceberam que a mulher não estava grávida quando, literalmente, abriram a barriga para retirar a criança. O marido da paciente disse que a esposa havia passado por um caso semelhante em 2012. O episódio foi relatado pelo jornal “O Globo”. Um ano depois, outro caso de gravidez psicológica aconteceu, desta vez na cidade de Monte Carmelo, em Minas Gerais. De acordo com o site de notícias “G1”, uma mulher de 30 anos deu entrada no hospital alegando trabalho de parto, mas, após a cesariana, ela foi informada pelos médicos de que não estava grávida.

Casos assim costumam ser raros, mas acontecem. O problema é classificado pelos médicos como transtorno e é conhecido como pseudociese ou pseudogestação, ou seja, é um problema psicológico no qual a mulher apresenta todos os sintomas de uma gestação real sem estar, de fato, gestante.

Segundo os médicos ginecologistas Fernanda Araújo Pepicelli, do Hospital Bandeirantes, e Renato de Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, mulheres que passam por uma gravidez psicológica, geralmente, são aquelas que apresentam quadros de ansiedade patológica, depressão ou baixa autoestima.

O transtorno pode acontecer também em mulheres casadas que costumam ter muitos problemas conjugais, além daquelas que passaram por experiências amorosas envolvendo abandono e separação. “É um transtorno psicológico que pode levar a alterações fisiológicas. Uma depressão ou ansiedade patológica na mulher, por exemplo, pode levar a um aumento de um hormônio conhecido como prolactina, responsável por estas alterações no organismo. Normalmente, estes distúrbios psicológicos estão associados com a baixa autoestima, casos de infertilidade ou mesmo a um medo exacerbado de engravidar”, aponta Fernanda.

Segundo o ginecologista Renato de Oliveira, o transtorno é reconhecido pela classe médica. “Isso porque, além do caráter psicológico, a gravidez psicológica também é considerada uma doença psicossomática, uma especialidade da medicina e da psicologia, na qual se estuda a estreita relação entre o corpo e a mente”, explica.

“No entanto, mesmo após ter a gravidez desmentida pelos médicos, a mulher, por meio de exames laboratoriais, clínicos ou de imagem, muitas vezes continua acreditando na gravidez. Por isso é tão importante o acompanhamento médico, psicológico e de toda a família”, reforça Renato.

Fonte: Da Redação com Tempo de Mulher

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