Cotidiano

Estresse, calor, esportes… e as axilas não sossegam

Atualizado em: 24/06/2015

suoraxilas

O suor é um mecanismo utilizado pelo corpo para manter o equilíbrio da temperatura corporal interna e externa, o que é importante para o adequado funcionamento do organismo. A produção de suor chama-se sudorese. Nosso sistema geralmente trabalha bem quando a temperatura interna fica em torno de 36,5 ºC. Sempre que a temperatura corporal aumenta além dessa faixa, o cérebro manda sinais para as glândulas sudoríparas entrarem em atividade. Por meio da sudorese o corpo perde calor, pois quando o suor evapora da pele, o calor também é removido, fazendo com que a temperatura abaixe e o organismo volte a funcionar da melhor maneira possível.

Existem dois tipos de suor: o écrino, que é formado por uma solução que contém principalmente cloreto de sódio, potássio, amônia e bicarbonato, além de substâncias orgânicas, como lactato e uréia. Este é mais abundante do que o suor apócrino, que contém, além de água e cloreto de sódio, percentagens mais elevadas de proteínas, lipoproteínas e lipídeos provenientes da desintegração da pele e que servem de base para o crescimento bacteriano.

Diferentes tipos e odores

As glândulas sudoríparas écrinas estão distribuídas pela superfície total do corpo desde o nascimento e têm função termorreguladora e praticamente não exalam nenhum cheiro. Já as apócrinas, desenvolvem-se em apenas algumas regiões do corpo: axilas, área genital, couro cabeludo, ao redor dos mamilos . O suor que secretam é eliminado através dos folículos pilosos e contém restos celulares e do metabolismo que podem produzir odores desagradáveis quando expostos à ação de bactérias e fungos.

“Essa produção de mau cheiro é conhecida como bromidrose, e recebe o nome de bromidrose axilar, popularmente conhecida como “cê-cê”, quando o cheiro ruim se concentra na região das axilas, e de bromidrose plantar, ou “chulé”, quando se instala na região dos pés”, explica Erica Monteiro, médica do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-EPM).

A sudorese varia de pessoa para pessoa e também é influenciada pela temperatura e umidade do ar ambiente. Quanto mais úmido o local, maior a dificuldade para o suor evaporar, dificultando o trabalho de queda da temperatura da pele. Quanto menos sudorese, menor a desidratação. Geralmente o homem sua mais que a mulher, embora tenha menor quantidade de glândulas sudoríparas. Em média, o corpo humano tem de 2 a 4 milhões de glândulas sudoríparas que expelem cerca de 10 litros de suor por dia.

Além do normal

Já a transpiração excessiva ou hiperidrose é uma condição anormal de hiperatividade do sistema nervoso, que estimula as glândulas sudoríparas a produzir transpiração excessiva. As regiões mais afetadas com o suor em excesso são as mãos, as axilas, a face, o couro cabeludo e os pés. “Geralmente, a pessoa começa com pequena umidade nestes locais até que a transpiração fica intensa. Pode estar relacionada ao calor ou estresse, mas, na maioria das vezes, ocorre inesperadamente e sem razão”, diz Erica.

Há aproximadamente 176 milhões de pessoas afetadas pela hiperidrose no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). “Não existe um número exato para definir sudorese em excesso. Considera-se a sudorese excessiva quando leva a pessoa a ficar constrangida com o fato”, define a dermatologista Alexandra Bononi (SP).

Fonte: Viva Saúde

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