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Cortei minha vagina com gilete. E agora?

Atualizado em: 04/05/2015

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Fazer a depilação íntima com gilete não é tarefa fácil. A visão dá área a ser depilada é bem limitada e o risco de acabar se cortando nessa sensível parte do corpo é grande. E se isso acontecer, o que fazer?

 

 

Depilação íntima com gilete: cuidados indispensáveis 

Em primeiro lugar, vale lembrar que a lâmina não é o método ideal para depilar a área íntima, uma vez que ela passa praticamente o tempo inteiro coberta por roupas, que a deixam abafada e predispõem o encravamento dos pelos.

Além disso, nunca utilize nenhum material enferrujado para a realização da depilação e sempre utilize lâminas individuais, novas ou com pouco uso.

“Compartilhar a gilete aumenta o risco de contaminação, pois ela pode entrar em contato com sangue de diferentes pessoas quando ocorrem cortes durante a depilação”, explica a dermatologista Juliana Jordão, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Além do risco de infecções bacterianas, não podemos esquecer dos vírus transmitidos por contato com sangue, como os vírus das hepatites B e C e o HIV”.

Corte na vagina com gilete: o que fazer 

A dermatologista orienta que cortes superficiais devem ser lavados com água e sabonete para evitar infecções. Caso haja sangramento, o ideal é fazer uma leve compressão com pano limpo no local até o estancamento.

Com a pele seca, observe bem o ferimento para certificar-se de que ele não foi profundo. Faça isso periodicamente até a cicatrização total para ter certeza de que não haverá nenhuma infecção no local.

E se a gilete estiver contaminada? 

Lâminas costumam ficar constantemente úmidas e nem sempre são higienizadas da maneira certa. Isso faz com que elas sejam potenciais colônias de bactérias, aumentando o risco de infecções nos locais de corte.

Caso haja um processo infeccioso, a pele cortada ficará inchada, com secreção purulenta e poderá haver febre e dor. Nesse caso, deve-se ir com urgência ao médico que recomendará os antibióticos adequados.

Devo ir ao médico? 

O ginecologista Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, de São Paulo, orienta a procurar um médico caso não haja tenha certeza absoluta de que o corte com gilete na vulva foi superficial.  Se o sangramento for abundante, o corte profundo ou surgirem sinais de infecção também é indicado buscar a ajuda.

Fonte: Da Redação com Bolsa de Mulher

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