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Aleitamento materno: tire dúvidas e confira as dicas e relatos de mães

Atualizado em: 23/06/2015

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A maioria das pessoas já ouviu falar sobre a importância do aleitamento materno. Mas, na prática, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o assunto. Para se ter uma ideia, estima-se que ele possa evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos, por causas preveníveis, em todo o mundo.

“O aleitamento materno é considerado a estratégia de maior impacto na redução de mortalidade infantil. No Brasil, em 14 municípios do estado de São Paulo, o impacto foi em média de 9,3% em pesquisa realizada em 2003”, observa Fábia Queiroga Oliveira, médica pediatra e supervisora do Banco de Leite do Hospital Santa Lúcia.

Além disso, a amamentação, mais do que um meio de alimentação, é o primeiro contato físico entre mãe e filho, e também uma das principais formas de fortalecer este importante vínculo familiar e de amor nos primeiros meses de vida do bebê.

Abaixo você conhece todos os benefícios do aleitamento materno e esclarece suas principais dúvidas sobre o tema. Vale a pena conferir!

Benefícios do aleitamento materno

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Conheça as principais vantagens da amamentação:

1. Leite ideal

“Assim como todas as espécies de mamíferos produzem o leite ideal para o desenvolvimento de seu filhote, a espécie humana não é diferente: produz o leite ideal para o bebê”, destaca Fábia.

“O leite humano é composto de nutrientes balanceados, ideal para o consumo e desenvolvimento do bebê desde a primeira hora após o nascimento. As calorias, quantidade de lipídeos, proteínas, e lactose são adaptadas da melhor forma possível à cada fase do desenvolvimento da criança”, acrescenta.

2. Proteção contra doenças

Fábia explica que o leite humano possui inúmeros componentes do sistema imunológico, o que o torna extremamente importante na prevenção de infecções e alergias. “IgA, Igm, IgG, macrófagos, linfócitos T são alguns destes fatores de proteção. Podemos dizer que o leite materno é a primeira vacina que a criança recebe para protegê-lo de inúmeras doenças”, diz.

“Hoje já é bem conhecida ainda a importância do aleitamento materno na prevenção de doenças crônicas, como hipertensão arterial, obesidade e diabetes”, acrescenta a médica.

3. Desenvolvimento da flora intestinal

“Os probióticos naturais que existem no leite humano vão ajudar no desenvolvimento perfeito da flora intestinal do recém-nascido”, destaca Fábia.

“Pela importância nutricional e de defesa, o leite materno é tão importante na redução da mortalidade infantil”, esclarece a médica.

4. Fortalecimento do vínculo mãe-bebê

Outra grande importância do aleitamento materno, de acordo com Fábia, é o fortalecimento do vínculo mãe-filho, que se inicia tão logo a criança nasce e é colocada pele a pele com sua mãe.

5. Benefícios para a mãe

“Para a mãe, o aleitamento na primeira hora pós-parto, ajuda a contração do útero e redução do sangramento pós-parto. As mãe que amamentam também têm menor risco de terem câncer de mama”, destaca Fábia.

Fases do aleitamento materno

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Você sabia que o leite materno muda de composição, coloração, consistência durante o período de amamentação? Conheça as variações que ocorrem:

Primeira fase: “chamado de colostro, nos primeiros quatro a cinco dias, é um leite mais fluído, rico em água e proteínas e células de defesa”, explica Fábia.

Segunda fase: é chamado leite de transição. Apresenta maior volume por mamada se comparado ao colostro. É a fase em que o leite sofre alterações nutricionais gradativas entre as características do colostro para o leite maduro. Ocorrem, por exemplo, a diminuição dos índices de proteína e o aumento de gorduras e carboidratos.

Terceira fase: o leite é chamado de maduro. Essa fase, de acordo com Fábia, se inicia por volta do 10º dia. “O leite já conta com mais gordura em relação ao colostro e que, portanto, vai dar maior sensação de saciedade e aumentar a velocidade do ganho de peso”, diz a médica.

“Cada fase está programada para a capacidade de digestão da criança e para a necessidade do momento do bebê”, esclarece Fábia.

“A OMS recomenda que as crianças devam ser amamentadas exclusivamente nos seios das mães até o sexto mês, quando então deve ser introduzida a alimentação complementar e mantido o aleitamento complementado até os dois anos”, ressalta a médica.

Horários, frequência e quantidade de leite: o que é ideal?

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Fábia explica que a criança deve ser amamentada em livre demanda, ou seja, sem restrições de horários. “E sem introdução de águas, chás, sucos ou formulas lácteas, exceto se prescrito pelo médico por algum motivo específico”, diz.

“Em geral, um bebê mama em média 8 a 12 vezes por dia. Ele tende a dar intervalos mais longos à medida que vai crescendo”, destaca a médica.

“O colostro, por exemplo, tem a digestibilidade muito rápida e, por isto, normalmente o bebê na primeira semana de vida mama em intervalos muito curtos, e também geralmente mama mais à noite – uma vez que a produção do leite inicialmente é maior à noite”, acrescenta.

A recomendação, de acordo com Fábia, é que a mãe se adapte ao ritmo da criança, e procure descansar nos momentos em que a criança dorme, mesmo que seja de dia.

“A duração da mamada também não deve ser estipulada. Normalmente a criança tem o controle e dá sinais de saciedade e deixa o seio. É importante que a mãe tenha a paciência para deixar a criança esvaziar toda a mama, e assim ela vai pegar mais gordura – que é o componente que sai no final da mamada – e, assim, vai ficar mais satisfeita”, orienta Fábia.

“Por este motivo recomendamos também que a mãe não fique mudando de seio numa mamada já de leite maduro, ou seja, após os 10 dias de pós-parto. Na maioria das vezes uma mama satisfaz a fome da criança”, acrescenta a médica.

Alimentação durante o período de aleitamento

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É importante que a mulher que está amamentando tenha uma alimentação equilibrada e com horários regulares. Como a amamentação pode proporcionar fome, a mãe não deve esperar muito tempo para se alimentar (o que a faria exagerar em quantidade e procurar alimentos mais gordurosos para promover saciedade).

Algumas dicas para uma alimentação saudável são:

  • Um bom café da manhã: com cereais ou pães integrais, queijos magros e sucos naturais.
  • Lanche da manhã: uma fruta é uma boa dica.
  • Almoço completo: por exemplo, com arroz ou batata ou massa, feijão, legumes, verduras e carne magra.
  • Lanche da tarde: pode-se repetir alimentos do café da manhã, por exemplo.
  • Jantar: uma refeição completa, por exemplo, com arroz, legumes, verduras e carne magra.
  • Ceia: uma fruta ou um iogurte natural com cereal integral.

Algumas mulheres que têm o costume de tomar leite comentam que os bebês sentem cólicas. Mas, na realidade, cada mãe deverá reparar no que, na sua alimentação, provoca mal-estar na criança (além da cólica fisiológica, normal, que ela apresenta nos três primeiros meses de vida).

É preciso cuidado ainda com as gorduras ruins (trans e saturadas) presentes em frituras e alimentos industrializados, leite e derivados integrais e carnes vermelhas gordas. Não é bom exagerar ainda no consumo de cafeína (presente em café, chá preto, refrigerantes à base de cola etc.). Moderação é a palavra-chave.

“Inicialmente, não recomendamos que retire nada da alimentação. A mãe deve manter a alimentação que é acostumada a comer, também não deve ‘inventar’ muitas novidades. O importante é que se alimente bem, de forma saudável e que tome muito líquido para produzir um leite de qualidade e em boa quantidade”, orienta Fábia.

Armazenamento do leite materno

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Fábia explica que é possível armazenar o leite humano para consumo próprio ou para doação. “A mãe deve proteger boca e cabelos, com uso de toca e máscara, higienizar as mãos até altura de cotovelo, massagear as mamadas e fazer a ordenha. A técnica é ensinada por profissionais que trabalham com amamentação”, destaca.

“O leite deve ser retirado em vidro previamente esterilizado e com tampa de plástico. Colocar a data no vidro e armazenar no freezer. A validade para consumo é de 15 dias. Caso não seja utilizado neste período, pode ser doado para banco de leite humano, pois, se pasteurizado até 15 dias, ele terá validade de 6 meses e poderá ser consumido por bebês internados em UTI neonatal”, acrescenta a médica.

“O leite cru só pode ser consumido pelo próprio filho, não se oferece leite humano cru (não pasteurizado) para outro bebê, como também se contraindica amamentação cruzada, ou seja, uma mãe amamentar outra criança que não seja seu filho”, ressalta Fábia.

Na galeria abaixo você confere exemplos de produtos para recolher e armazenar leite. Mas lembre-se: em caso de dúvidas sobre o procedimento, consulte sempre um profissional de sua confiança.

 

 

A doadora de hoje

Nem todo mundo tem conhecimento, mas, nos dias de hoje, os bancos de leite humano regularizam a função da antiga “ama de leite”, já que não é permitido distribuir leite humano sem que ele seja pasteurizado para garantir tanto a saúde da mãe doadora como a do bebê.

Para ser doadora, a mulher deve:

  • Estar amamentando seu bebê;
  • Não ter nenhuma doença que contraindique a amamentação;
  • Estar produzindo leite mais do que seu bebê necessita;
  • Fazer essa doação gratuitamente;
  • E, preferencialmente, não ser fumante.

O leite coletado para pasteurização deve ser armazenado em freezer ou congelador.

A prioridade para distribuição do leite humano são os prematuros e recém-nascidos de baixo peso, internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais, sempre com prescrição médica ou de nutricionista.

Se a mulher se interessar em doar, deve entrar em contato com algum banco de leite da sua cidade e se informar sobre o procedimento que, com certeza, fará a diferença em muitas vidas.

Copinho de amamentação: o que é?

Foto: Reprodução / Copo Bebe

O copinho de amamentação é uma alternativa à mamadeira para dar à criança quando a mãe, por algum motivo, não pode amamentar: seja porque vai começar a trabalhar, por exemplo, seja porque estará fora de casa por algumas horas.

A mamadeira, por mais que seja o objeto mais utilizado para oferecer leite ao bebê, gera certa polêmica principalmente por ser o utensílio mais provável de causar confusão de bicos. Ou seja, a sucção que o bebê faz na mamadeira é parecida com a que faz nos seios da mãe, mas sem seus benefícios. E, como a mamadeira pode oferecer uma opção mais fácil para sugar e sair o leite, isso pode fazer com que o bebê se confunda depois com o movimento e a força que precisa fazer quando estiver mamando nos seios.

É fato que isso não acontece com todos os bebês, mas pode acontecer. Por isso muitas mães têm considerado a possibilidade de usarem o copinho de amamentação.

“Indicamos o copinho para oferecer o leite para complementar a amamentação ao seio por diversos motivos. Assim teremos menor probabilidade da criança se desinteressar pelo seio; o copinho não causa confusão de bicos. Mas é necessário saber a forma correta da utilização do copinho”, destaca Fábia.

No vídeo abaixo tem orientações de como deve ser a técnica da administração do leite ordenhado no copinho. Mas o ideal é sempre consultar um profissional de sua confiança.

Cuidados com os seios da mãe

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Abaixo, dermatologistas dão dicas importantes para as mães cuidarem da pele dos seios antes, durante e após a amamentação.

Antes da amamentação

  • Para Helena Costa, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e diretora da Clínica Helena Costa no Rio de Janeiro, a primeira dica é tomar sol diariamente nos seios por 10 minutos antes das 10h e após as 16h. “Isso irá ajudar a fortalecer a pele que é muito fina nesta área”, diz.
  • “Ao contrário do que se fala por aí, passar bucha ou toalha, fará a pele da aréola engrossar demais, como mecanismo de defesa, tendendo a rachaduras com maior frequência”, acrescenta Helena.
  • Renata Domingues, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que costuma recomendar para as futuras mamães que leiam bastante sobre amamentação e conversem com mulheres que amamentaram. “Antes de engravidar, o ideal é que as mulheres se preparem emocionalmente e fisicamente”, diz.
  • “Um fator de risco para o surgimento de estrias é o ganho de peso excessivo, portanto, um acompanhamento nutricional pode auxiliar muito”, acrescenta Renata.
  • Hidratar os seios, de acordo com Helena, também é essencial para preparar a pele, evitando o aparecimento de estrias.
  • “O uso de sutiãs durante toda a gestação e amamentação (inclusive à noite) previne que o peso das mamas estire ainda mais os ligamentos que sustentam os seios, evitando uma maior ptose (queda)”, destaca Helena.

Durante a amamentação

  • Helena recomenda manter a aréola hidratada com cremes à base de lanolina. “Uma dica fácil e acessível é a gordura animal – o óleo permite manter a hidratação, não é prejudicial à saúde do bebê e não corre risco de contaminação, uma vez que bactérias não se proliferam na gordura animal”, diz.
  • Renata explica que quando os seios ainda estão se adaptando ao volume de leite demandado pelo bebê, água muito quente durante o banho pode aumentar muito a produção de leite e gerar desconforto. “Na hora a mulher sente alívio, mas o superestímulo acaba piorando a congestão logo depois. Para evitar que o leite se acumule nos canalículos e forme ‘pedras’, o ideal é massagear no sentido de bico, da base do seio para o mamilo, como drenagem”, diz.
  • “A utilização de sutiã adequado, com certa compressão, também ajuda. Neste momento o excesso de ganho de peso também deve ser evitado”, acrescenta Renata.

Após o período de amamentação

  • “Assim que possível a mulher deverá retomar a atividade física. Exercícios de musculação auxiliarão a fortalecer os braços para dura jornada e também melhorarão a sustentação da mama”, diz Renata.
  • “Cremes com tecnologia apropriada podem auxiliar na firmeza da mama”, acrescenta a dermatologista Renata.

Mastite: saiba o que é e como evitar

“A mastite é uma infecção na mama normalmente provocada pelo acúmulo de leite e a contaminação deste dentro da mama por bactéria que conseguiu adentrar por alguma porta de entrada, por exemplo, fissuras nos mamilos”, explica Fábia.

Para evitar a mastite, de acordo com a médica pediatra, “é importante que as mamas sejam corretamente esvaziadas pela sucção do seio, e quando isto não é possível ou não é suficiente, pela ordenha do excesso de leite”.

“É importante evitar fissuras mamilares, tendo atenção à pega correta na hora da mamada e, se tiver fissuras, cuidar adequadamente delas”, acrescenta Fábia.

“A mãe com mastite pode e deve amamentar para que o bebê promova o esvaziamento da mama e assim possa evoluir para melhora”, ressalta a médica.

Perguntas e respostas sobre amamentação

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Abaixo, a médica pediatra Fábia esclarece dúvidas comuns sobre o aleitamento materno.

1. Até que idade deve ser feito o aleitamento exclusivo com leite materno?

Fábia Queiroga Oliveira: O bebê deve ser amamentado exclusivamente ao seio até os seis meses de idade.

2. O que fazer se o bebê tiver refluxo? Isso é normal?

Fábia Queiroga Oliveira: A maioria dos bebês tem algum grau de refluxo gastroesofágico, que é o retorno do conteúdo gástrico do estômago para o esôfago, podendo atingir ou não a boca. É fisiológico até cerca de quatro meses, pois a “válvula” que mantém fechada a saída do esôfago para o estômago é incompetente nos bebês pequenos. E, por isto, qualquer aumento na pressão abdominal, por exemplo, levantar as pernas para trocar as fraldas , vai fazer o leite retornar do estômago pra o esôfago. Recomendamos nestes casos as medidas posturais antirrefluxo: deixar mais um tempinho em posição vertical após as mamadas; manter em cabeceira elevada quando deitado após a mamada; evitar muitos manuseios, estímulos ou trocas de fraldas na primeira hora após a mamada. A doença do refluxo que exige medicação é quando o pediatra identifica que saiu do quadro fisiológico para uma situação que está causando sintomas importantes e transtornos para o desenvolvimento da criança.

3. É verdade que, amamentando, a mãe emagrece?

Fábia Queiroga Oliveira: Sim, amamentar ajuda a mãe a retornar ao peso de antes da gravidez mais rápido.

4. O aleitamento materno causa perda de cabelo?

Fábia Queiroga Oliveira: Não há nenhuma relação entre amamentar e queda de cabelo. É mito.

Mães relatam suas experiências

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Glauciane Mata, blogueira e mãe do Mateus, conta que já na sua gravidez, em uma das consultas do pré-natal, a ginecologista/obstetra falou que ela teria algumas dificuldades para amamentar, porque tinha “o bico do seio curto”. “Dificuldade não é impossibilidade! Minha vontade de amamentar meu bebê era muito maior do que qualquer barreira… E essa era apenas a primeira. Segui todas as orientações que ela me deu, menos a de tomar sol na região e aproveitei o tempo de espera para ler sobre mais esse assunto”, diz.

A segunda dificuldade dizia respeito exatamente à instrução que ela deixou de seguir: “filha de pai militar e de mãe tímida, tornei-me supertímida no quesito exposição do meu corpo. Então, só de pensar em ser vista tomando sol, já morria de vergonha”, conta.

Quando Mateus nasceu, em meio a todo o turbilhão de emoções desse momento único, já no quarto, Glauciane conta que uma enfermeira, sem ao menos pedir licença, na frente de todo mundo, simplesmente abriu sua roupa e “enfiou o bebê no seu peito”. “Custava parar para pensar que aquele era meu primeiro filho, que eu não tinha a menor experiência em amamentação e que podia preferir vivenciar a primeira mamada sem que ninguém estivesse no quarto?”, comenta.

“Passados três dias e depois de muito aprender com outra enfermeira, meu leite ‘desceu’ (enquanto isso, meu baby foi alimentado com fórmula, por meio de copinho, pois como havia escutado que se ele experimentasse a mamadeira, não ia querer o peito depois, morria de medo), finalmente pude ter a sensação de tê-lo em meus braços, sendo alimentado pelo leite que eu produzia. Só tenho uma palavra para descrever esse momento: mágico! Foi um sucesso? Claro que não! Mas foi um começo inesquecível!”, relata Glauciane.

“Dali até o dia em que definitivamente resolvi não amamentar mais meu baby, passei por muitas e desagradáveis situações: bebê que não chorava para mamar; comentários e críticas que em nada ajudavam; fissuras que doíam demais; massagens dolorosas e compressas geladas para aliviar o empedramento causado pelo excesso na produção de leite; uso de bico de silicone para facilitar a pega; refluxo; gente querendo assistir ao Mateus mamando… Mas minha vontade de amamentá-lo era mais forte que qualquer barreira!”, acrescenta Glauciane.

A mãe conta que só não contava com um obstáculo: Mateus não quis mais mamar! “Mas não descobri isso logo no início… Foram meses de tentativas frustradas de fazê-lo mamar mais tempo”, relata.

Anos depois, Glauciane descobriu que Mateus tinha intolerância à lactose – o que responde muita coisa que, na época em que amamentava, ela não sabia.

“O gratificante disso tudo foi ver que consegui, depois de toda dificuldade, esforço e perseverança, amamentar o Mateus por um ano e meio e proporcionar durante esse período todos os benefícios que o leite materno oferece”, destaca Glauciane.

“Já a parte enriquecedora está na primeira grande lição da maternidade: amar é também respeitar o outro! Colocando na balança o saldo de amamentar foi muito positivo e recomendo a todo mundo! Mas nada que é imposto pode ser bom, nem a amamentação! Não pode ser imposta à mãe – que não consegue ou não quer amamentar – porém, tampouco pode ser imposta ao filho, que pode sim preferir outros alimentos. O negócio é procurar novas fontes de nutrientes para que ele cresça saudável. O resto é vaidade, afinal nós devemos amamentar pelo filho e não por nós”, diz Glauciane.

Bárbara Ferraz, secretária e mãe da Bia, relata que contou com orientação profissional para conseguir amamentar melhor sua bebê. “Desde que minha filha nasceu, sentia dores para amamentá-la. O pediatra me recomendou o uso de uma pomada, a ajuda de uma concha, de bico de silicone, além de um remédio para o leite sair com mais facilidade. Tudo isso me ajudou muito”, diz.

“Para mim foi muito gratificante amamentar minha filha; isso, ao meu ver, fortalece muito o vínculo mãe e bebê. Recomendo a todas as futuras mamães: que mesmo que encontrem alguma dificuldade para amamentar de princípio, procurem ajuda profissional para que possam realizar este ato importante, de amor”, finaliza Bárbara.

Então lembre-se: o leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê. É rico em nutrientes, como proteínas, vitaminas, gorduras e água. Além de ser totalmente importante para a saúde do bebê de uma forma geral, fortalece o vínculo mãe e filho e ainda oferece proteção à saúde da mulher.

 

Fonte: Da Redação com Dicas de Mulher

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