Cotidiano

4 passos para superar os desafios de ser mãe solteira

Atualizado em: 07/05/2015

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Ter um filho pode ser uma experiência sensacional. A chegada de uma criança é sinal de alegria em uma família. Mas e quando a gravidez surge de um modo completamente inesperado e sem o suporte paterno? A gravidez na adolescência ou mesmo já em fase adulta, porém sem nenhum planejamento, é uma situação que impacta toda a família de um modo muito forte. Se não houver suporte e apoio para a mãe, tanto o futuro dela como o da criança têm grandes chances de ficarem comprometidos.

Os contextos experimentados por uma mãe solteira variam muito, em várias situações falta suporte da família ou condições financeiras favoráveis para lidar com a situação. Sabemos que as mulheres que encaram de frente as dificuldades para criar um filho sem o suporte do pai do bebê são verdadeiras guerreiras, tendo em vista a quantidade de desafios e até mesmo de julgamentos alheios que elas enfrentam. Para auxiliar na organização financeira de uma mãe solteira, conversamos com o professor de economia da IBE-FGV, Paulo Grandi.

 

A BUSCA PELO APOIO

A primeira dica do especialista é trazer para perto de si o amparo não só financeiro, mas também emocional, das pessoas queridas. “O que não pode ser feito é tentar bancar um papel de heroína se não houver condições financeiras para amparar a criança. O apoio dos pais é muito importante neste momento, bem como a escolha dos padrinhos da criança. Na falta do suporte do pai, o ideal é também escolher pessoas que possam ajudar a minimizar o impacto financeiro”, recomenda.

O contexto familiar pode ser turbulento e nem sempre muito favorável para a busca deste apoio. O conselho do especialista, neste caso, é fazer um esforço para não deixar que o orgulho da futura mãe ou dos familiares atrapalhar o futuro da criança.

SERVIÇOS PÚBLICOS

Em alguns contextos, mesmo que exista o suporte dos pais, a família tem poucas condições financeiras. Nestes casos, o professor reforça a necessidade da futura mãe informar-se de todas formas de amparo que puder ter do Estado. “Nos postos de saúde é possível conseguir leite e alguns itens que podem ajudar a criança. Sabemos que a saúde pública no país não tem a melhor qualidade, mas muitas vezes não há alternativa. Informar-se sobre as creches na região também, caso não haja possibilidade de arcar com uma escolinha”, acrescenta.

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TROCA DE EXPERIÊNCIAS E ORGANIZAÇÃO DO ORÇAMENTO

Além disso, o especialista reforça a importância de conversar com outras mães, sejam elas solteiras ou não, para conhecer melhor os principais gastos que surgem durante a gestação e quando a criança nasce. É uma forma de agregar experiência, bem como trocar informações que podem ser úteis para o amparo do bebê. “Depois de buscar este suporte com outras mães, é hora de organizar o orçamento e ver o que pode ser cortado das despesas para fechar essa conta”, comenta. Ele acrescenta ainda, no caso das mães muito jovens e inexperientes, a importância de ouvir os conselhos dos familiares mais velhos para ajudar na organização deste orçamento.

Muitas meninas deparam-se com uma gravidez tão precoce que sequer possuem idade para terem um emprego, a não ser em vagas como menor aprendiz, ou seja, são jovens que vão precisar ainda mais do amparo dos familiares. “A mãe vai precisar se planejar, porque o impacto financeiro vai bater. Por isso é tão importante ouvir o aconselhamento das pessoas mais experientes na família”.

PREPARAÇÃO PARA O FUTURO

O começo pode ser mais complicado porque dependendo do contexto, a criança será sustentada com recursos mínimos. É preciso, no entanto, que a mãe esforce-se o máximo que puder para não deixar os estudos de lado, por mais que seja difícil conciliar esta parte com a maternidade. “É difícil saber o que fazer em cada situação, porque muitas vezes os pais não têm muitas condições para ajudar e a mãe também é uma criança, ela terá uma luta muito grande pela frente”, pontua.

O ideal é também trazer a família para perto neste momento, como forma de ajudar na criação da criança e na busca por um equilíbrio que permita que esta mãe tenha condições de dar sequência aos estudos, tendo em vista que ela precisará arcar também com o futuro do bebê.

Muita gente ainda encara as mães solteiras com preconceito e prefere fazer julgamentos precipitados a respeitos de suas vidas. Não é o nosso caso. Seja qual for o contexto da maternidade, estamos aqui para dar o suporte que estiver ao nosso alcance. Se você vive hoje o desafio de encarar a maternidade sem a presença do pai da criança ou da família dele, saiba que sua coragem deve servir de exemplo para muita gente. Fique firme, traga para perto de si as pessoas que te amam e coloque os pés no chão para planejar o futuro!

 

Fonte: Da Redação com Finanças Femininas

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