Cotidiano

10 passos para viver a maternidade sem culpa

Atualizado em: 30/05/2015

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Ser mãe nos dias de hoje é ainda mais desafiador que nos velhos tempos! Afinal, a mulher atual não se dedica somente aos filhos: participa do mercado de trabalho, estuda, assume diversos compromissos e paga as contas. Além disso, há uma cobrança muito forte da sociedade para que ela seja além de excelente mãe, uma esposa maravilhosa, profissional de sucesso ou seja: uma mulher bem sucedida em todos os aspectos. O pior de tudo isso? A gente aceita essa cobrança e carregamos todo o peso nos ombros. As mães estão ficando corcundas, minha gente! É muita coisa para carregar…

Tire o peso

A maioria das mães concorda que está pesado, mas não sabe exatamente o que fazer para minimizar essa carga. Seguem algumas dicas que poderão ajudá-la a deixar para trás o título de “Mãe de Notre Dame”. Veja só:

1)  Diminua as expectativas. Não espere fazer tudo com perfeição. Isso é impossível! O jeito perfeito e certo é aquele que VOCÊ CONSEGUE e ponto. Pare de se comparar com a vizinha, amiga, mãe do coleguinha… Você é uma pessoa única e especial que tem suas vivências, limitações, desafios diários e por isso merece todo respeito e admiração! Pare de olhar para fora, foque em você, na sua família e em como resolve os seus desafios. Não queira realizar algo que no momento não tem condições. Estabeleça metas possíveis de se alcançar e não queira abraçar o mundo. Viva um dia por vez e esteja ciente do que pode ou não assumir.

2)  Eu falho, tu falhas, ela falha. Somos humanas e, com certeza, vamos continuar falhando. Por isso, pegue leve e entenda que os tropeços fazem parte da caminhada. Errou? Tente de novo! Sem stress e sem se cobrar demais. Tenho uma amiga, mãe de gêmeos, que deu antitérmico para um dos filhos achando que estava medicando o outro. Isso pode acontecer, gente! E nem por isso é o fim do mundo! O que ela fez foi redobrar a atenção na próxima medicação. Simples, não?

3)  Ria de si mesma. Fez uma bobagem, não está conseguindo lidar com alguma situação? Ria de si mesma! Você vai ver que depois de uma boa dose de risadas, seu estado de espírito vai mudar e tudo ficará mais fácil! Aquela nuvenzinha negra que às vezes teima em aparecer, vai sumir rapidinho!

4)  Aceite e peça ajuda. Conseguir pedir ajuda é essencial. Mas lembre-se: as pessoas são diferentes e têm o próprio jeito de realizar as tarefas. Não exija que seu ajudante proceda 100% como você. O que importa é a tarefa feita com boa vontade e atenção. Não é porque o pai não faz a mamadeira exatamente do seu jeito, que ele não serve para a tarefa. E não seja um fiscal do FBI! Delegou alguma coisa? Relaxe e vá se preocupar com outras coisas; inclusive em não se preocupar!

5)  Construa a sua rede de apoio. Uma das coisas que a maternidade me ensinou é o valor de uma rede de apoio. Não importa se essa rede é composta por avós, amigos, prestadores de serviços, dindas, dindos, professoras… O que vale é termos pessoas com as quais podemos contar no caso de imprevistos. Nem sempre aquela reunião dura o tempo previsto, né? Com um esquema montado, fica mais fácil acionar um “backup” quando algo que não estava nos planos acontece.

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6)  Resgate a sua essência e a sua fé. O que é fundamental para você e quais os seus valores? O que sempre gostou de fazer, mesmo antes dos filhos? Faça uma reflexão, resgate o que é importante e não passe por cima de suas vontades, desejos e emoções. Muitas vezes a gente vai deixando a vida passar e sem querer vamos perdendo a nossa identidade. E uma coisa é certa: uma pessoa sem identidade não pode ser uma pessoa feliz, não é? Fortaleça suas crenças e a sua fé. Alimente seu lado espiritual com boas vibrações e pratique a caridade. Uma ajuda “lá do alto” sempre vem em favor daquele que faz o bem. Não se esqueça disso!

7)  Presença Plena é o que importa. Aquele ditado da quantidade “versus” qualidade é a mais pura verdade. Você não precisa ficar horas com seu filho (ou filha) para ser uma mãe presente. Mais valem 15 minutos de presença plena do que horas a fio dividindo a cria com seu celular. Perceber o filho, sentar para contar estórias, dedicar alguns minutos com brincadeiras, ouvir com atenção como foi o dia, dar limites, elogiar uma atitude positiva é o que a criança vai levar para a vida. A presença quando não é plena, pode ser facilmente confundida com ausência. Para isso ficar mais tangível, tente se lembrar dos seus momentos de infância. Quais as suas lembranças favoritas?

8)  Analise a sua rotina e estabeleça seu plano de ação. Não adianta se culpar se você não tem o tempo livre que deseja. Bola pra frente, todo mundo precisa trabalhar, se sentir produtivo, ter as suas atividades e isso não é o fim do mundo! Uma atitude sábia é analisar a sua rotina e estabelecer um plano de ação. Se o tempo que tem para se dedicar totalmente ao seu filho é de apenas 45 minutos ao dia, planeje este tempo e esteja focada somente na criança. A gente já viu que presença plena é o que conta. E nada melhor que planejamento para que este tempo de fato faça “A” diferença na vida das mães e dos filhos!

9)  Compartilhe, troque, sensibilize e aprenda com outras experiências. É tão bom compartilhar! Mantenha contato com as pessoas que passam pelos mesmos momentos que você. Vale tudo: participar de comunidades nas redes sociais, montar um grupo de amigas no “whatsapp”, marcar um café, cinema ou um almocinho por mês com as mães da escolinha. Todas nós temos uma história para contar e muito o que aprender. Conviver com as pessoas nos faz entender que os desafios fazem parte da vida e nos ensina novas formas de encarar o mundo. A experiência das pessoas nos motiva e nos inspira. Por que não?

10) Mantenha o equilíbrio e a tranquilidade, sempre que possível! Na festa das Mães da Escola do meu filho de 4 anos, fizemos uma dinâmica em que as mães completavam a frase: “Sou uma mãe…” Muitas disseram “sou uma mãe amorosa”, “Sou uma mãe carinhosa, “Sou dedicada” e uma mãe em especial disse: “Sou uma mãe tranquila”. Essa resposta causou uma certa estranheza na sala (como uma mãe pode ser tranquila, gente???) e me fez refletir. Pensando bem, devemos ser tranquilas ou pelo menos buscar essa qualidade. Sem tranquilidade, ficamos super vulneráveis! A falta de tranquilidade gera descontrole. Haja o que houver, respire fundo, conte até 10 e tente manter o equilíbrio. Uma mãe tranquila transmite segurança e ensina aos filhos e às outras mães (rs…) que manter o controle é fundamental.

 

Fonte: Da Redação com Finanças Femininas

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