Linda Susan

Linda Susan

Graduada em Nutrição e mestrado em Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal da Paraíba. É consultora do PAS/Mesa. Atualmente é professora da Escola de Nutrição da UFBA.

Sou apaixonada por café!

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Eu brinco sempre com os amigos quando estamos compartilhando a companhia e o café… café, mulher, homem e sopa, só presta forte e quente! rs rs rs

Ode ao meu café de todo dia

Café começa meu dia… café termina minha madrugada…
Café me aquece a boca… café aquece a boca do meu amor…
Café na concentração… café nas pesquisas…
Café quando blogo… café quando leio…
Café quando triste… café quando alegre…
Café com os amigos… café no trabalho…
Café para comemorar… café para lamentar
Café… SEMPRE!

Em João Pessoa/Paraíba/Brasil gosto de degustar um delicioso café no Empório Gourmet, no Mediterrâneo, no Mangai, no Coffee Shop da São Braz, no Manaíra Shopping, e no Empório Santa Clara, no Mag Shopping, de preferência com alguém que eu queira compartilhar este prazer.

Você sabia que hoje, 24/05, é dia nacional do café? A bebida mais apreciada em todo o Brasil tem um dia próprio. No Brasil, na verdade, o Dia do Café é comemorado em 24 de maio, mas em abril que ele é celebrado em vários países.

O café é de origem africana e foi trazido para o Brasil pelo Sargento-mor Francisco de Melo Palheta no início do século XVIII. Você nunca ouviu falar de café Palheta? Rapidamente o café espalhou-se pelas terras do Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Nas terras férteis de São Paulo, o café mostrou todo o seu potencial econômico.

Até hoje a tradição dos cafés e o ritual do cafezinho sobreviveram a todas as transformações. As modernas máquinas de café expresso acabaram permitindo ainda mais a massificação da bebida e seu consumo. O crescimento vertiginoso das cadeias de lojas do café voltadas para um mercado mais exigente, o café gourmet, também revolucionou o hábito de beber café em todo o mundo. No Brasil, o cafezinho encorpado, tirado na hora, feito à moda italiana, também faz enorme sucesso entre os apreciadores desse saudável hábito, que, para muitos, virou uma deliciosa mania.

Em casa não dispenso a “cafeteira italiana” para o meu “cafezinho” que eu aprecio como boa patoense (natural de Patos/PB). Fui iniciada nesta arte de apreciar o café pelos meus pais, que o faziam ainda coado no “pano” de flanela e bebíamos em copo de vidro para manter a temperatura. Em casa continuo seguindo o hábito de infância, degusto no copo de vidro e sem açúcar para aproveitar bem os sabores do café e suas qualidades terapêuticas.

Atualmente, temos o barista, o profissional especializado nos serviços do café e nas melhores formas de apreciá-lo e que dão um certo requinte ao café. Também  a comercialização no mercado do café orgânico é uma novidade.

O desenvolvimento da produção de produtos orgânicos partiu de organizações não governamentais-ONGs, utilizando-se do conceito de segurança alimentar oriunda de produção alheia a agricultura convencional.

Os elos que compõem a cadeia produtiva de produtos orgânicos permitem verificar como são estabelecidos os relacionamentos entre os agentes envolvidos.

A certificação da origem orgânica do café  no Brasil é conferida pela Associação de Agricultura Orgânica -AAO.  A cafeicultura orgânica apresenta, também, na análise do estado nutricional e da fertilidade do solo das lavouras, alta eficiência deste sistema de produção no fornecimento de nitrogênio, elemento essencial as plantas, via compostos orgânicos (esterco), adubação verde e roçada de plantas espontâneas como cobertura vegetal permanente do solo.

A diferença mais marcante entre a cafeicultura orgânica e a convencional e a sua importância ecológica, uma vez que os produtores orgânicos restringem o uso de fertilizantes químicos e não usam agrotóxicos.

Na Paraíba, a São Braz, que comercializa café orgânico proveniente das regiões sul de MinasGerais e Paraná, afirma que as vantagens desse seguimento estão voltadas ao relacionamento diferenciado com os compradores e as oportunidades de mercado com os consumidores mais seletivos, que consomem o café de origem orgânica por opção.

Muito se discute hoje acerca dos benefícios do café. Revisão bibliográfica publicada em 2010 destacou que o consumo moderado (200-300 mg) da cafeína possui as propriedades de:

1. Diminuir a fadiga mental;
2. Aumentar o gasto energético de repouso;
3. Diminuir a sensação de esforço associado à atividade física;
4. Melhorar o desempenho físico, motor e cognitivo;
5. Aumentar a capacidade de concentrar e focar a atenção;
6. Reforçar a memória de curto prazo;
7. Aumentar a capacidade de resolver problemas que requerem raciocínio;
8. Aumentar a capacidade de tomar decisões;
9. Melhorar a coordenação neuromuscular.

A cafeína (1,3,7-trimetilxantina) pertence a uma classe de compostos chamada xantina que apresenta estrutura química semelhante ao neurotransmissor adenosina. Esta substância possui ação farmacológica sobre o sistema nervoso central, pois pode aumentar a eficiência das redes neurais do córtex cerebral.

O café possui diversos tipos de antioxidantes. Um destes compostos o ácido clorogênico, capaz de quelar (forma um complexo e impedir a absorção) alguns autores acreditam que esta propriedade possa melhorar a tolerância à glicose. Outro mecanismo, é por meio da inibição da ação da glicose-6-fosfatase (enzima responsável pela regulação homeostática da glicose sanguínea), inibindo a produção de glicose hepática (do fígado). Estudos experimentais observaram que o ácido quínico (produto obtido do ácido clorogênico após a torrefação do café) aumenta a sensibilidade à insulina.O magnésio presente no café também parece afetar o metabolismo de glicose.

O valor da glicemia pós-prandial depende da relação entre a secreção de insulina e glucagon, da quantidade e do tipo de alimento ingerido. O nível da glicemia começa a aumentar 10 minutos após a ingestão de alimentos. A glicemia atinge seus valores máximos aos 60 minutos após ingestão alimentar e aproxima-se dos níveis basais normalmente em 2 a 3 horas após a alimentação.

Lembrando que a ação do café na glicemia pós-prandial é otimizada no nosso hábito do cafezinho após as refeições se este café não for adoçado com açúcar. Isso ocorre porque perde-se o benefício da redução da glicemia pela adição do açúcar, o qual vai aumentar a glicemia pós-prandial.

Outro benefício estudado do café é a ação ergogênica da cafeína, que consiste em aumentar a tolerância ao exercício ou postergar a fadiga, visando à melhora da performance ou do desempenho físico.

Entretanto, cabe ressaltar que o consumo excessivo de cafeína pode causar efeitos adversos, como irritabilidade, dores de cabeça, insônia, diarréia e palpitações do coração.Uma dose moderada de cafeína corresponde a cerca de 400 a 500 mg/dia, o equivalente a 4 xícaras de café.. A dose letal para uma pessoa adulta pesando 70 kg seria de aproximadamente 10 g. Até o final de 2003, a cafeína era considerada doping pela Agência Mundial Antidoping /World Anti Doping Agency – WADA, mas a partir de 2004, foi retirada da lista de substâncias proibidas e incluída na lista de substâncias que seriam apenas monitoradas.

Bibliografia

ALTIMAR LR, Moraes AC, TIRAPEGUI J, Moreau RLM. Cafeína e performance em exercícios anaeróbios. Rev. Bras. Cienc. Farm. 2006; 42(1): 17-27.

GLADE MJ. Caffeine – Not just a stimulant. Nutrition. 2010;26(10):932-8.

LEWINSK IW. Como funciona a ação ergogênica da cafeína? Disponível em: http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=532&categoria=1 Acessado em: 29/12/2010

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