Linda Susan

Linda Susan

Graduada em Nutrição e mestrado em Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal da Paraíba. É consultora do PAS/Mesa. Atualmente é professora da Escola de Nutrição da UFBA.

SIMBOLOGIA DA PÁSCOA

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Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente,

observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse

tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da

primavera.

Na Grécia antiga, Perséfone era a deusa do mundo subterrâneo, que retornava à

superfície toda a primavera trazendo fartas colheitas, abundância para o mundo dos vivos.

Os fenícios tinham Astarte e os babilônios Ishtar, cuja lenda diz que nasceu de um ovo

lançado no Eufrates. Além da fertilidade, Ishtar era guerreira. Tal como Esther, a rainha

judia que salvou os hebreus de um governante persa que pretendia matá-los, como

Moisés salvou seus irmãos dos egípcios. Se o Pessach lembra o feito de Moisés, a festa

do Purim celebra a valentia de Esther. Ambas as festas celebram a sobrevivência, a luta

pela vida

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam

representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse

ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de

algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo

entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera ou

Eostra, a deusa da fertilidade dos celtas, cujos símbolos eram o ovo e o coelho. O ovo

indicava a promessa de vida e o coelho a fertilidade. O culto a Eostra foi adaptado quando

alemães e anglo-saxões se converteram ao cristianismo. É por isso que, ao contrário de

outras culturas européias, os ingleses e alemães dão o nome dessa deusa à maior data

cristã. Eostra virou Easter em inglês e Ostern em alemão. Em suas representações mais

comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que

observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a

conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de

fertilidade comemorado entre os pagãos.

A páscoa judaica, foi introduzida pela obediência de Moisés ao Senhor. Contudo, mesmo

sendo uma ordenança da velha aliança, tipificava a Jesus, o cordeiro sem mácula e estava

sujeita a todo simbolismo típico do judaísmo e do Velho Testamento. A noite que

antecedeu a libertação dos filhos de Israel do Egito foi marcada pela instituição da Páscoa

no Velho Testamento, Êxodo 11. Passagem da escravidão para a liberdade!

Quando Jesus foi crucificado, chegou o fim da velha aliança, o pacto da lei para entrar em

vigor a nova aliança, o pacto da graça. Na nova aliança já não há mais lugar para o

simbolismo porque o antitipo cedeu lugar ao tipo. O cordeiro pascal da velha aliança é o

antitipo de Jesus. O antítipo representou Jesus, o tipo, na páscoa das gerações

sucessivas a Moisés e o povo que saiu do Egito. Agora há um novo cordeiro pascal.

Substitutivo, sem mácula; não para a libertação dos primogênitos israelitas do anjo da

morte, mas para a libertação dos primogênitos do SENHOR, na Nova Aliança, os seus

eleitos, do império do pecado. Só o sangue de Jesus pode livrar da morte eterna os

primogênitos do SENHOR.

Senhor Jesus, na celebração da última páscoa com seus discípulos, antes da sua

crucificação, conforme os relatos do historiador Lucas, declarou a si próprio como o

Cordeiro de Deus: E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo:

Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente,

depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue

derramado em favor de vós. Lc 22. 19 – 20.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a

organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a

expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de

algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário

cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus

Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam

comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e

cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!)

ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a

descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela

divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde,

os Chefs franceses tiveram a idéia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História.

Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também

reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época.

O vinho outro elemento da páscoa, pode harmonizar-se com o chocolate. Recomenda-se o

uso do chocolate amargo ou meio amargo, com o vinho tinto suave para realçar o sabor

dos dois. A degustação ideal é, mordiscar o chocolate e beber o vinho em pequenos goles

permitindo que o calor da bebida aqueça o chocolate, o qual derretendo-se na boca tem o

sabor acentuado, como também o do vinho. Desta forma o sabor permanece mais tempo

na boca prolongando a sensação de prazer. Nutricionalmente, temos dois produtos que

atuam, se usados com moderação, na promoção da saúde cardiovascular.

Então sem culpa, seja feliz, celebre a páscoa, que representa tanto na judaica como

na cristã a passagem da escravidão para liberdade.

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Fonte;

Biblia

Equipe Brasil Escola

http://www.bolsademulher.com

http://presbiterianos.ning.com

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