Mayara Almeida

Mayara Almeida

Psicóloga Clínica de Base Analítica, pelo Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ - CRP 13/5938, atendendo, atualmente, em consultório, crianças, adolescentes e adultos. Especialista em Gestão de Pessoas pelo Instituto de Educação Superior da Paraíba – IESP. Foi aluna especial do mestrado em Psicologia Clínica, na Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP. Colaboradora de programas de TV e rádio em emissoras locais. Membro do grupo de escritores Sol das Letras (João pessoa/PB). Escritora no blog: www.mayaralmeida.blogspot.com. Autora e colaboradora de livros que apreendem conhecimentos e informações para apreciadores da psicologia e da literatura romântica: Cuidando do Ser Humano - Diversidades (2014); Entre Nós e Laços (2013); No Compasso do Amor (2011) e Psicanálise e Clínica com Bebês: Sintoma, Tratamento e Interdisciplina na Primeira Infância (2010).

Quem é a criança?

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É importante esclarecer que a criança não pensa ou aprende da mesma forma que um adolescente ou adulto; elas estão em diferentes níveis de desenvolvimento físico, mental e emocional. Mas a criança pensa, sente, observa, aprende e, assim, se desenvolve. Com o tempo, adquire novas experiências e a mudança de comportamento é algo natural.
A brincadeira é uma divertida oportunidade para o aprendizado, além de proporcionar prazer à criança e ser um momento de alegria, liberdade de expressão, onde ela poderá manifestar os seus sentimentos e liberar a sua energia. Brincar junto reforça os laços afetivos. É uma manifestação do nosso amor à criança.
Responda todas as perguntas da criança e sugiro que a resposta comece a partir do que a criança já sabe. Pergunte o que ela conhece sobre o assunto e dê a resposta mais adequada.
Situação exemplo: uma criança de repente pára. Insiste em fazer algo que lhe não foi permitido e, impedida, faz um escândalo. Quem vê de fora tem certeza que está sendo torturada. E os pais se encolhem, intimidados, ou decidem bater de frente com a criança, diante da famosa birra. O que fazer? Bater? Gritar? Ignorar? E agora quem poderá me defender?
O bater não é indicado porque toca diretamente o sentimento de segurança física e estabilidade emocional da criança. Além disso, se bater fosse tão eficiente, a palmada não precisaria ser repetida tantas vezes. Ela resolve rápido um problema, é verdade, mas gera outros que, em longo prazo, não compensam.
Observe com cuidado e atenção, se os comportamentos da criança estão prejudicando o seu desenvolvimento, o seu dia-a-dia, a sua rotina. Em caso positivo procure orientação de alguém que possa ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo.
Pais e filhos, juntos, podem construir uma relação saudável. É preciso ser confiante, não desistir a cada comportamento desaprovado. As crianças, certamente agradecerão.
E o que fazer num momento de birra?
1. Mude de assunto;
2. Explique por que a criança não pode obter aquilo que deseja. Mas tente explicar de uma maneira simples. Se mesmo assim, ela continuar…
3. Ignore. Deixe-a chorar, reclamar, insistir. Não tenha vergonha do possível escândalo que possa acontecer. Fique certo que o espetáculo dela será longo se for valorizado. Como todo artista, ao perceber que o público a ignora, ela acabará desistindo. Se não desistir.
4. Seja firme, não agressivo;
5. Quando ela se acalmar, abrace-a e tenha certeza que ela entenderá, aos poucos, como se termina uma crise de birra.
E assim, mostre respeito à criança, mesmo quando não aprova o seu comportamento; ofereça alternativas e envolva a criança na solução dos problemas que ela criou; reconheça o comportamento positivo das crianças e esteja ciente de que você é um espelho.
Mayara Almeida
Psicóloga Clínica e Organizacional – CRP 13/5938
Escritora no blog: http://www.mayaralmeida.blogspot.com.br
Fanpage: https://www.facebook.com/PsicologaMayaraAlmeida
E-mail: mayarapsicologia@hotmail.com

 

 

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