Linda Susan

Linda Susan

Graduada em Nutrição e mestrado em Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal da Paraíba. É consultora do PAS/Mesa. Atualmente é professora da Escola de Nutrição da UFBA.

Óleo de coco: você pode e deve usar!

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Segundo Flávia Morais (Mundo Verde), o óleo de coco é mais que um coadjuvante no emagrecimento, é um aliado da saúde e da beleza da pele.

Os  alimentos funcionais são os que promovem benefícios à saúde. Desde a linhaça, o chá verde, a soja, a chia, as frutas vermelhas, a pimenta, até o Óleo de Coco (Cocos nucifera), que  se enquadra nessa categoria.

O óleo é obtido a partir da polpa do coco maduro, que pode ser fresco ou seco. Na  obtenção do óleo, não são empregados solventes químicos, nem elevadas temperaturas, portanto seus fitoquímicos são mantidos. Isso resulta em um óleo rico em antioxidantes e com várias propriedades funcionais: prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares; retardo no envelhecimento; função estimulante do sistema imunológico; e também indicado como coadjuvante nos processos de emagrecimento.

Flávia Morais relata um estudo publicado na revista Clinical Biochemistry em 2004, que destaca que ácido fenólico é a principal substância responsável pela ação antioxidante do óleo de coco, que promove melhora da circulação sanguínea, redução dos níveis de colesterol total, LDL, VLDL e triglicérides e aumento das taxas de HDL, o chamado bom colesterol. Desta forma, também auxilia na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares.

Pesquisa publicada em 2008 pelo American Journal of Clinical Nutrition comparou o efeito do óleo de coco e do azeite na composição corporal. Este estudo demonstrou redução significativa de peso no grupo que consumiu o óleo de coco associado à dieta, se comparado ao grupo que ingeriu azeite de oliva com dieta.

Já em artigo publicado na revista Lipds, número 44 de 2009, o efeito do óleo de coco nos perfis bioquímicos e antropométricos de mulheres com circunferência de cintura maior que 88 cm foi investigado. Após 12 semanas de reeducação alimentar, 50 minutos de atividade física e consumo de 30 ml de óleo de coco, essas mulheres tiveram reduzidas suas circunferências de cintura, suas taxas de LDL colesterol e aumentadas a de HDL colesterol comparadas com o grupo controle (reeducação alimentar, 50 minutos de atividade física e 30 ml de óleo de soja).

Fonte de triglicerídeos de cadeia média (TCM), o óleo de coco aumenta a termogênese, o que potencializa o gasto energético do organismo, além de causar saciedade. O óleo de coco, associado a bons hábitos alimentares e atividade física, podem potencializar a perda de peso. Mas, como qualquer outro termogênico, o óleo de coco é um coadjuvante ao emagrecimento.

Segundo Flávia Morais, diversos estudos demonstraram ainda suas ações em casos como candidíase e gastrite bacteriana (Helicobacter pylori). Estudo publicado pela American Society for Microbiology mostrou que cerca de 50% da gordura do óleo de coco é composta pelo ácido láurico (o leite humano contém), que, ao ser ingerido, se transforma em uma substância de ação antibacteriana, antifúngica, antiviral e anti protozoária. É, também, um potente imunomodulador.

Na dose certa – como é um alimento de baixo potencial alergênico, o óleo de coco, de maneira geral, não possui contra-indicações quando consumido em uma quantidade moderada. Recomenda-se começar seu consumo com uma pequena quantidade  e ir aumentando o consumo gradualmente. O consumo excessivo pode levar a diarréia. Lembrando que 1 grama de gordura fornece 9kcal (quilo calorias), portanto, o uso deve ser moderado.

O óleo de coco também pode ser utilizado na finalização de  pratos quentes, por ser estável  à altas temperaturas. Porém, para a preservação de seus antioxidantes, recomenda-se a utilização em preparações frias, como saladas, sucos e shakes ou em torradas e tapiocas. Os quilombolas do Quilombo dos Palmares em Alagoas preparam uma Galinha Quilombola utilizando o óleo de coco (aparaibatem.blogspot.com) na finalização do prato.

Além de ser ingerido, o óleo de coco pode ser utilizado com finalidades cosméticas. Como não possui conservantes e/ou substâncias químicas alergênicas, garante o aporte de antioxidantes na pele, atua como excelente hidratante e promove a melhora da elasticidade cutânea, conferindo uma aparência mais jovem e sadia. Pode ser aplicado e massageado direta e diariamente sobre a pele, principalmente em peles mais secas. Seu uso também é sugerido para prevenção de estrias que podem ocorrer no período gestacional.

Na minha infância, minha mãe usava-o para tratar as dermatites e, em especial, as do couro cabeludo. Atuando como nutricionista em hospitais, constatei o uso de TCM em tratamento de escaras e feridas nas pernas com dificuldade de cicatrização.

Desta forma, Mulher de Fato, para a escolha adequada do uso, recomendo consultar o especialista, nutricionista ou dermatologista.

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